Ricardo Bufolin/Panamerica Press
Ricardo Bufolin/Panamerica Press

Dono de façanha na Argentina, brasileiro agora busca medalha nos aparelhos

Bronze no individual geral nos Jogos da Juventude, Diogo Soares agora tentará ir ao pódio na modalidade

Paulo Favero, enviado especial / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2018 | 05h00

Diogo Soares não desgrudou de sua medalha um segundo sequer. Bronze no individual geral da ginástica artística nos Jogos Olímpicos da Juventude, que estão sendo disputados em Buenos Aires, o garoto estava radiante com o feito e já pensando em subir novamente ao pódio. Nesta sexta-feira, ele ganhou um descanso para poder chegar com força nas disputas dos próximos dias.

Ele inicia a disputa por aparelhos neste sábado e vai tentar a sorte no cavalo com alça, que não é sua especialidade. Domingo, compete nas argolas, uma prova que tudo pode acontecer, e nos saltos, que ele vem fazendo ótimas apresentações na Argentina. E na segunda-feira, ele se despede da competição na barra, uma especialidade sua.

"Eu vou disputar o cavalo no sábado, argola e salto no domingo, e na segunda faço a barra. No cavalo não tenho tanta chance porque minha série é mais fraquinha. Na argola tenho chance média, pois é final e tudo pode acontecer. E acredito que no salto tenho bastante chance, assim como na barra", afirmou o ginasta.

No individual geral, ele ficou atrás apenas de Takeru Kitazono, do Japão, e Sergei Naidin, da Rússia. A façanha do garoto de Piracicaba foi tão grande por deixar fora do pódio potências como Estados Unidos, Grã-Bretanha e China. "Meu sonho sempre foi conseguir uma medalha e fico feliz por estar no meio dessas potências. Na hora que a bandeira brasileira subiu, foi uma felicidade imensa", disse.

Aos 16 anos, ele tem tudo para fazer parte da equipe principal no futuro. Sabe que os Jogos Olímpicos de Tóquio estão perto, mas tem esperança em atuar ao lado dos grandes ginastas. "Meu sonho é chegar aos Jogos de 2020. Eu me vejo na equipe, competindo junto com o Arthur Nory, o Arthur Zanetti, o resto da equipe. É uma felicidade imensa só de imaginar essa possibilidade", explicou.

Aos 16 anos, ele vem de uma família humilde no interior paulista. Começou na ginástica aos 4 anos e não largou desde então. Treina com Daniel Biscalchin na PiraOlímpica, uma academia que carece de estrutura. Mas apesar dos muitos convites que já recebeu, Diogo sabe que não pode abrir mão de seu técnico na ginástica.

"Ele é quase um pai. Nasci na ginástica e estou desde sempre com ele na ginástica. Se mudar de treinador não vai para frente. O vínculo que tenho com ele é enorme", comentou Diogo, que só pensa em capitalizar essa medalha se esforçando cada vez mais. "Não adianta me preocupar lá na frente. Agora vão vir mais sonhos, mais difíceis, mas também quero me dedicar ainda mais", avisou.

 

 

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