Drama na entrega das medalhas rivaliza com vida real

Eles ganharam a competição, garantiram amedalha. Agora acabou o drama, certo? Não tão rápido. Do acesso de raiva às làgrimas, a ação nos pódios olímpicosna China tem oferecido de tudo, mantendo os espectadores nascerimônias de premiação mesmo depois de longa espera depois cascompetições. No amplo espectro de emoções humanas à mostra, o suéco AraAbrahamian, da luta greco-romana, deu a maior demonstração deira nos Jogos até aqui. Furioso com os árbitros, Abrahamian não escondeu seudescontentamento, saindo do pódio no meio da cerimônia ejogando sua medalha de bronze no meio da área de luta. O protesto nada cavalheiresco rendeu-lhe uma irônica eineficaz punição do Comitê Olímpico Internacional (COI), queordenou que ele entregasse sua indesejada medalha chinesa. "A cerimônia de premiação é um ritual altamente simbólico.Qualquer ofensa de qualquer atleta, particularmente ummedalhista, é por si só um insulto para os outros atletas epara o movimento Olímpico", diz a entidade, censurando o suécopor não se desculpar. Enquanto as opiniões se dividem quanto ao protesto nopódio, há concordância unânime pelo "colosso triste" MatthiasSteiner. Depois do alemão superpesado conquistar o ouro, sendocoroado como o homem mais forte do mundo, ele levou todos àslágrimas ao exibir uma foto de sua esposa, que havia morridopouco antes dos Jogos em um acidente de carro. Grande como um urso, Steiner, 25, soluçou e beijou a foto. "A primeira coisa que vou fazer quando voltar para casaserá visitar seu túmulo", disse o levantador de peso, que tinhaprometido à mulher agonizante que conquistaria o sonho olímpicoem sua homenagem. ESPíRITO OLíMPICO Enquanto a luta entre suas nações esquentava, as atiradorasNino Salukvadze, da Geórgia, e Natalia Paderina, da Rússia,deram uma lição objetiva de unidade internacional quandoreceberam, respectivamente, as medalhas de prata e bronze. Elas se abraçaram calorosamente e fizeram um apelo pelapaz. Em outro exemplo de distensão internacional, os amigos sule norte-coreanos Jin Jong-oh e Kim Jong-su apertaram as mãosduas vezes no pódio quando recebiam as medalhas em duasmodalidades de tiro. Mas as boas vibrações desapareceram quando Kim, do norte dadividida península, testou positivo para uma substânciaproibida e perdeu a medalha.

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