Dunga fecha treino e cobra concentração dos jogadores

Técnico da seleção brasileira quer evitar o assédio dos torcedores e já fala em 'espírito olímpico'

Reuters

24 de julho de 2008 | 11h26

O técnico Dunga está preocupado com o ambiente em torno da seleção brasileira na preparação para a Olimpíada de Pequim e decidiu proibir a presença de torcedores nos treinamentos da equipe. Os jogadores também foram aconselhados a evitar telefonemas para amigos e parentes.     Veja também:  Em reunião, Dunga cobra empenho da seleção olímpicaO Brasil iniciou nesta quinta-feira a preparação em Cingapura para os Jogos de Pequim, que começam em 15 dias, e o treinador afirmou que a concentração fora de campo será tão importante quanto o foco dentro das quatro linhas. "Dentro de campo, a tarefa será complicada, pois é uma competição curta, com uma sequência de partidas que dificulta a recuperação e exige demais dos jogadores", afirmou o treinador ao site oficial da CBF. "O momento agora é de todos ajudarem. Os familiares e amigos, por exemplo, devem evitar telefonar para os jogadores em um horário que, se no Brasil é no começo da tarde, aqui e na China já será o momento de os jogadores estarem dormindo", acrescentou Dunga, que foi medalha de prata nos Jogos de Los Angeles 1984, como jogador. Segundo o site da CBF, apesar de a seleção estar sendo acompanhada por muitos torcedores no país, os treinamentos serão realizados sem a presença de público, "para evitar um ambiente em que o assédio aos jogadores pudesse atrapalhar o bom andamento da atividade". Apenas uma das sessões será aberta ao público, que tem em Ronaldinho Gaúcho o principal foco das atenções. Antes da fracassada campanha na Copa da Alemanha 2006, quando o Brasil perdeu para a França nas quartas-de-final, toda a preparação da equipe na Suíça foi acompanhada muito de perto pela torcida, que tinha acesso aos treinamentos comprando ingressos. O Brasil está no Grupo C do torneio olímpico, ao lado de Bélgica, China e Nova Zelândia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.