Fernando Vergara / AP
Fernando Vergara / AP

'É um momento indescritível’, afirma Daniel Alves após o ouro olímpico

Aos 38 anos, o lateral-direito coloca mais um titulo em seu currículo com mais 40 conquistas

Raphael Ramos / Enviado Especial / Yokohama , O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2021 | 14h19

Daniel Alves tem mais títulos do que idade. Aos 38 anos, o lateral-direito chegou neste sábado a sua 44º conquista com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, após vitória na prorrogação por 2 a 1 diante da Espanha. Mas, o jogador do São Paulo admitiu que o título no Estádio Internacional de Yokohama foi especial.

“Sabíamos que a luta ia ser muito difícil, mas que o final ia valer a pena e assim foi. Estamos muito felizes. É um momento indescritível que a gente tem de desfrutar porque foi muito suado colocar essa medalha de ouro no peito”, disse.

Apesar de ter acumulado ao longo da carreira dezenas de títulos, disputar - e ganhar - uma Olimpíada era um meta que o jogador do São Paulo vinha perseguindo há bastante tempo. Ele esteve perto de disputar os Jogos Olímpicos em outras duas oportunidades, mas acabou ficando de fora da competição.

“Tem momentos na vida que as palavras somem e esse é um deles. Poder ser um atleta olímpico, representando a minha Bahia, meu Nordeste, as pessoas que eu amo, que batalham comigo, é muito incrível. Gostaria de compartilhar isso com todos eles”, disse.

Daniel Alves foi um dos três jogadores acima de 24 anos convocados pelo técnico André Jardine - os outros dois são o goleiro Santos e o zagueiro Diego Carlos. “Eu tinha falado antes que, por mais história que a gente tenha, mais vivência, era virgem nesse aspecto. Vir aqui pela primeira vez e voltar com o prêmio maior. Estar aqui no maior evento do mundo, onde estão os melhores do esporte.”

Mesmo com a idade avançada, Daniel Alves suportou bem a maratona de seis jogos em 17 dias que a seleção brasileira enfrentou na Olimpíada. Inclusive foi um dos que apresentou melhor preparo físico ao longo da competição. Na decisão contra a Espanha, por exemplo, ficou os 120 minutos em campo (90 no tempo normal e mais 30 da prorrogação), sem apresentar sinais evidentes de cansaço como outros jogadores mais novos.

“Gostaria de agradecer a todos que acreditaram em mim como jogador extra (acima de 24 anos). É sempre muito difícil escolher esse atleta extra e eles confiaram em mim. Graças a um grande trabalho bem feito, a gente conseguiu realizar um sonho, não só por ser um momento olímpico, mas subir no lugar mais alto do pódio representa muito para a gente”, afirmou.

Daniel Alves recebeu de Jardine a faixa de capitão e foi uma referência para o grupo durante a Olimpíada. Vários foram os atletas que fizeram questão de elogiar o comportamento do lateral. Gabriel Menino, por exemplo, chegou a dizer que os ensinamentos que recebeu do veterano eram “surreais”.

Desde 2003 quando foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira sub-20, Daniel Alves fez 141 jogos pela equipe nacional, incluindo os times principal e olímpico também. Com a medalha de ouro garantida, seu próximo objetivo é disputar a Copa de 2022, no Catar, quando terá 39 anos. O jogador está nos planos de Tite para o Mundial e só não participou da última Copa América porque se machucou.

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