Economista norte-americano explica a razão para ser contra sediar os Jogos

Confira a conversa do Estado com Andrew Zimbalist

Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2017 | 06h00

Por que o senhor foi contra a candidatura de Boston para os Jogos de 2024? 

Teria sido um custo muito alto para a cidade em termos econômicos, ambientais e de aproveitamento territorial. Acredito que haveria déficit financeiro líquido de mais de US$ 10 bilhões (R$ 32,6 milhões). Discuto o caso de Boston na segunda edição do meu livro Circus Maximus, e aprofundo isso no meu próximo, que escrevi com Chris Dempsey, intitulado No Boston Olympics: como e por que 'cidades inteligentes' estão passando a tocha.

Sediar os Jogos não impulsiona a economia?  

Não. Em circunstâncias especiais ser sede olímpica pode ter papel favorável no desenvolvimento, mas quase nunca essas circunstâncias são atingidas. A experiência comum dos últimos 30 anos mostra que os Jogos Olímpicos têm um efeito negativo social e econômico.

Por que um número crescente de pessoas são contra a candidatura? 

A máquina de propaganda do COI quebrou. A realidade tem interferido no mito. Os Jogos custam de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões (R$ 65,2 bilhões) para a sede e dão retorno de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões (R$13 bilhões). Os benefícios a longo prazo não se materializam. Lidar com ‘elefantes brancos’ e poluição significam custos adicionais.

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