Divulgação|CBLA
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Eduardo Paz sente ansiedade antes dos Jogos Olímpicos

Carioca é primeiro árbitro da história da luta olímpica nacional nos Jogos

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

28 de março de 2016 | 07h05

Primeiro árbitro brasileiro da história da luta olímpica nacional a participar da Olimpíada, Eduardo Paz Gonçalves vive aos 40 anos a expectativa da realização de um sonho no Rio: "Parece criança, é engraçado. Cada dia que passa a ansiedade aumenta, mas dá para controlar", afirma.

A possibilidade de arbitrar em uma Olimpíada estava perto de se concretizar quatro anos antes, em Londres, mas Eduardo viu a esperança se esvair depois de faltar ao último estágio para sua capacitação, na Croácia. O árbitro não tinha conhecimento de que seria excluído do grupo de convocados caso se ausentasse desta etapa e abriu mão da viagem após corte de verba da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA). 

Para não deixar a chance escapar novamente, o carioca seguiu tudo à risca neste ciclo olímpico. Nesse processo, teve de deixar o filho recém-nascido aos cuidados da mulher, Letícia, que contou com o auxílio da família. Miguel nasceu prematuro, de oito meses, e passou um período no hospital. Logo após o bebê ser levado para casa, Eduardo teve de viajar para cumprir as exigências da federação internacional. "Foi muito difícil. Com o coração apertado, tive que ir para a viagem. Minha esposa, minha mãe e minha sogra que seguraram os momentos difíceis."

Agora ele espera ser recompensado pela dedicação à vida profissional e garante estar preparado para a grande responsabilidade que terá nos Jogos Olímpicos. "Não tem espaço para erro. No ano passado, a gente sofreu uma pressão enorme no Mundial em Las Vegas. Acredito que no Rio a pressão vai ser maior", projeta. "Tem muita coisa envolvida. É a preparação de uma vida toda, o país que investiu no atleta, os treinadores que se dedicaram. Ninguém quer perder ali e a gente fica no meio desse conflito", completa.

Apesar da preferência pela luta greco-romana, o brasileiro se coloca à disposição para apitar qualquer estilo. A luta olímpica dita o ritmo da vida de Eduardo, que também dá aulas para crianças na Ilha do Governador e coordena uma trabalho de base na CBLA. "Meu trabalho é ajudar a luta a crescer como esporte."

 

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