Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Educador batalha para manter vivo o interesse dos alunos pelo esporte

Professores elogiam programa Esportes em Ação na periferia

O Estado de S. Paulo

25 de abril de 2016 | 21h10

Não é fácil a vida dos educadores da EMEI Dr. José Pedro Leite Cordeiro. Os professores de educação física procuram estimular a prática esportiva num lugar extremamente carente de opções de lazer. O Parque das Águas, em tese, seria uma boa alternativa, mas é frequentado por usuários de drogas. "As crianças jogam bola na rua, andam de skate. Já não há campinhos de futebol, praticamente todos os terrenos foram ocupados por construções", diz o professor de Educação Física Eduardo Soares.

Outra batalha do educador é convencer as crianças de que vale a pena abrir mão do computador e do celular por algumas horas para particar um esporte. "Esta geração tem muitos estímulos eletrônicos. Temos que entender uma forma de atrair o interesse delas. Sempre procuro desenvolver atividades dinâmicas, desafios".

Um dos desafios de Soares é sua própria falta de tempo. Para complementar o orçamento, dá aulas numa escola estadual em Itaquaquecetuba. Por conta disso, o projeto de uma equipe de basquete feminino foi "descontinuado". "Ficamos em terceiro lugar numa disputa que reuniu três escolas aqui da região".

A visita de Branca, em seu entender, significa mais um avanço no sentido de atrair as crianças para a quadra. "Tenho certeza de que ela deixou aqui uma semente". A aluna Aparecida Kimberlly Almeida, chorou ao ver Branca na quadra onde faz educação física. "Até fiquei batendo bola na parede de casa para não fazer feio hoje", disse a estudante de 10 anos.

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