Daniel Zappe/ CBTM
Daniel Zappe/ CBTM

Em campanha para popularizar o tênis de mesa, confederação adota o termo 'ping-pong'

Modalidade terá seis atletas representando o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 21h59

Muitos atletas do tênis de mesa ficavam incomodados quando as pessoas se referiam à sua modalidade como ping-pong. Mas agora a CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) resolveu não só adotar as duas denominações como também criar uma campanha de marketing para mostrar que o termo ping-pong não é pejorativo.

"É um irmão gêmeo. Se o tênis de mesa tem 4 mil filiados registrados, o ping-pong tem milhares. A gente estava deixando esse pessoal escapar. De fato precisávamos quebrar esse tabu. Então conversamos com a comunidade, com os atletas, e ninguém foi resistente. A mudança está vindo de dentro para fora. Queremos acabar com esse paradigma que existia pois não é pejorativo", explicou João Gabriel Leite, gerente de desenvolvimento da CBTM.

A principal intenção da campanha é popularizar a modalidade que terá seis atletas representando o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em evento em São Paulo, com a presença de Jessica Yamada, Bruna Takahashi, os técnicos Hugo Hoyama e Paulo Molitor, e as atletas paralímpicas Danielle Rauen, Jennyfer Parinos, Paulo Salmin, a estratégia de marketing foi apresentada.

"Talvez essa seja a virada de chave para a gente abraçar um esporte que tem uma vocação social. Ele é democrático porque todos jogam na mesma mesa e compartilham, porque ninguém joga sozinho. Quisemos fazer de uma forma leve, que a gente abordasse nossa vocação de lazer e que tivesse sinergia com o mercado. Nem todo mundo quer falar do alto rendimento", continuou.

Entre os principais objetivos está melhorar a plataforma de comunicação da entidade, ter mais presença digital e dialogar mais com os praticantes, inclusive os amadores. "Queremos levar essa modalidade para os bares, restaurantes, clubes, condomínios e empresas. Num primeiro momento buscamos a experimentação e depois queremos a recorrência", comentou João.

Se a CBTM conseguir aumentar com isso a base de atletas praticantes, talvez possa aparecer novos jogadores para a seleção. O melhor atleta brasileiro olímpico no momento é Hugo Calderano, que mora na Alemanha e está na sétima posição no ranking mundial. Já na versão paralímpica, sete atletas nacionais estão entre o top 10 de suas classes.

Geraldo Campestrini, diretor geral da CBTM, revelou que dentro da nova campanha também está incluído um novo sistema de competições, para atrair as diversas ligas regionais que existem no Brasil. "A campanha que estamos lançando faz parte do planejamento estratégico da CBTM. Queremos falar com as pessoas e dialogar com o público que pratica o tênis de mesa em suas diferentes variações. Outro projeto é a reformulação dos sistemas de competição", avisou.

A CBTM está usando suas redes sociais para divulgar a campanha que foi batizada de "Prazer, Ping-Pong!". Os principais atletas da seleção brasileira participaram de um vídeo de divulgação, que foi narrada pelo ex-jogador e atual técnico do time feminino, Hugo Hoyama. Ele fez a locução do vídeo e decreta: "No alto rendimento, é tênis de mesa. Mas pode me chamar de ping-pong."

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