Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em meio a problemas, Brasília reforça transporte e segurança para a Olimpíada

Estádio Mané Garrincha será palco da estreia da seleção brasileira masculina

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2016 | 20h08

Em meio à greve de metrô, ameaça de boicote da Polícia Civil e protestos da reta final do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Brasília busca reforçar o número de ônibus e de agentes de segurança nos dias de jogos de futebol olímpico no Estádio Mané Garrincha. A seleção brasileira abre sua participação no evento na arena contra a África do Sul, quinta que vem, mesma data prevista para a votação do parecer sobre o impeachment na comissão do Senado. O time brasileiro volta ao estádio no dia 7 para jogar contra o Iraque.

Nesta sexta, representantes do metrô e do governo distrital vão tentar um acordo com os funcionários dos trens, no Tribunal de Justiça do Trabalho, para encerrar a greve que se arrasta há 41 dias. Um plano alternativo para atender aos passageiros está definido, com novas linhas de ônibus e mais veículos num período de três horas antes das partidas até duas horas depois. O governo de Brasília também enfrenta uma ameaça de paralisação da Polícia Civil, que vem sendo incentivada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), da bancada da bala.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirma que tem um plano B para qualquer emergência nas áreas de segurança e transporte durante os jogos. "Brasília vai demonstrar que está preparada para sediar o futebol da Olimpíada", disse na tarde desta quinta no Palácio Buriti, numa coletiva em que reuniu seus secretários.

Um contingente de 8,5 mil agentes está previsto para trabalhar no plano casado de segurança da Olimpíada e do impeachment. Nas vésperas e dias de jogos, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal vai distribuir 4.500 agentes na região do Mané Garrincha e do Eixo Monumental, pista que liga o estádio à Praça dos Três Poderes. Outros 4 mil homens das Forças Armadas atuarão nos locais próximos de hospedagem e treino de atletas e acessos à cidade. Nas últimas semanas, oficiais das polícias Civil e Militar, do Exército e do Gabinete de Segurança Institucional do Planalto prepararam um plano focado nas possíveis manifestações do impeachment e na segurança da área do estádio e de locais de grandes aglomerações, especialmente nas estações de ônibus e metrô.

Na área de infraestrutura dos atletas, o governo não conseguiu concluir as obras do CAVE, um centro de treinamento na cidade-satélite do Guará. Organizadores das Olimpíadas na capital deram sinal verde para a colocação de contêineres que servirão de vestiário improvisado durante os treinamentos das seleções no local.

O Mané Garrincha sediará um total de dez jogos, sendo sete do futebol masculino e três do feminino. Pela taxa prevista de ocupação dos hotéis, a Olimpíada não atraíram até agora a atenção de turistas. Os hotéis estimam uma ocupação inferior a 50% dos quartos durante o período dos jogos. Mesmo com o pessimismo da rede hoteleira, a Secretaria de Turismo de Brasília mantém a estimativa elevada de que o evento atrairá cerca de 300 mil pessoas para a capital.

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