Ricardo Moraes|Reuters
Ricardo Moraes|Reuters

Embaixador dos EUA vê risco baixo de infecção por zika no Rio-2016

Segundo ele, 100 mil norte-americanos devem viajar ao Rio

CLAUDIA TREVISAN, O ESTADO DE S.PAULO

21 de junho de 2016 | 20h50

Indicado pelo presidente Barack Obama como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, o diplomata Peter Michael McKinley disse nesta terça-feira ter segurança de que o País terá recursos para proteger sua população e visitantes estrangeiros da ameaça do vírus zika durante a Olimpíada.

Segundo ele, cerca de 100 mil norte-americanos devem viajar ao Rio para acompanhar os Jogos Olímpicos de perto. Questionado durante sabatina no Senado sobre a crise do setor de saúde no Brasil, McKinley afirmou que o risco de infecção por zika durante a Olimpíada é "extraordinariamente baixo".

Repetindo orientação do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), ele afirmou que o único segmento da população que deve evitar viagens ao Brasil são mulheres grávidas. O diplomata ressaltou que os EUA e o Brasil cooperam no combate à zika e no desenvolvimento de vacina contra o vírus.

Fanático por futebol, McKinley viveu no Brasil durante dois anos, no início de sua adolescência. Em 2014, ele esteve no Rio para a Copa do Mundo.

A ameaça da zika foi levantada na sabatina pelo senador democrata Edward Markey, que questionou o embaixador sobre a possibilidade de colapso do sistema de saúde público do Brasil como consequência da crise fiscal enfrentada pelo País. McKinley respondeu que o sistema público de saúde no Brasil causa "inveja" a outras nações em desenvolvimento. O diplomata ressaltou que a nação tem uma forte infraestrutura de saúde, que já demonstrou sua eficiência no combate a outras doenças, como Aids.

Atual embaixador dos EUA no Afeganistão, McKinley elogiou a resposta do Brasil à ameaça da zika, ressaltando que centenas de milhares de pessoas foram mobilizadas em todo o País em campanhas de conscientização da população e de combate ao mosquito transmissor do vírus.

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