AP Photo/Petr David Josek
AP Photo/Petr David Josek

Emocionado, Alison comemora vaga na final do vôlei de praia

'Chorei porque passa um filme na cabeça', disse o finalista

Mariana Durão e Paulo Favero, enviados especiais ao Rio, Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2016 | 19h46

Com a vaga garantida para a final após uma dura partida contra os holandeses Alexander Brower e Robert Meewsen, os brasileiros Alison e Bruno Schmidt seguem fortalecidos para a disputa da final. A emoção de Alison, que ficou com a prata em Londres-2012, foi um capítulo à parte, com o jogador dando a volta na Arena de Copacabana, mergulhando na areia e chorando com o público após a vitória por 2 sets a 1.

Na saída, o jogador explicou a reação. "Chorei porque passa um filme na cabeça, todo mundo que me ajudou, profissionais que não estão mais comigo, amigos, familiares. A vida do atleta é sempre acreditar, se superar", disse o Mamute.

Para Bruno, a partida difícil pode ajudar a fortalecer o time para o jogo decisivo. "O que a gente passou aqui foi muito importante para a gente subir um degrau pequeno na parte mental do jogo. Suportamos algumas situações, não é fácil jogar em casa e controlar as emoções. A gente poderia ter fechado o jogo no segundo set, depois tivemos dificuldade no terceiro, então o que passamos foi muito importante", afirmou Bruno.

Desde 2012 Alison passou por dificuldades, tendo que se recuperar de uma séria lesão no joelho e, em seguida, de uma cirurgia. O jogador brincou lembrando que quando se uniu a Bruno, os dois eram vistos como o cara que perdeu uma final olímpica e que iria jogar com um baixinho. Agora a dupla é reconhecida como líder do ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e campeã mundial, entre outros títulos. "Garantimos uma medalha para o nosso País. Isso que é importante", afirmou, negando sentir a pressão da final em casa.

Nos momentos de dificuldade a torcida levantou os jogadores, aos gritos de "Mágico", apelido de Bruno, e "Mamute". "A gente precisa muito dessa torcida na final, muito desse terceiro jogador", disse Alison, convocando o público a transformar a Arena de Copacabana em um caldeirão na quinta-feira, data da final.

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