Vilar Olivares/Reuters
Vilar Olivares/Reuters

Empresas são contra fechamento do Santos Dumont na Olimpíada

Cias aéreas não aceitam paradas em dias de competição da vela

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

20 Agosto 2015 | 21h44

As empresas aéreas brasileiras se posicionaram contra a possibilidade de fechar o Aeroporto Santos Dumont, no Rio, por quatro horas e meia nos dez dias em que houver competições de vela nas Olimpíadas de 2016. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a paralisação das operações no aeroporto durante as tardes de 8 a 18 de agosto impactará 150 mil passageiros e causará o cancelamento de 104 voos por dia.

O posicionamento é uma resposta ao ministro do Esporte, George Hilton. O ministro afirmou, em sabatina na Folha de S. Paulo na terça-feira, 18, que o espaço aéreo da Marina da Glória teria de ser fechado para permitir a transmissão televisiva das provas de vela, que são feitas de helicóptero.

Segundo o diretor de Segurança e Operações de Voo da Abear, Ronaldo Jenkins, a paralisação traz problemas a toda a malha aérea. "Além dos voos diretos, existem as conexões. Cerca de 70% dos voos que passam pelo Santos Dumont se conectam com aeroportos de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte Curitiba, Porto Alegre e Vitória. Será prejudicial para os passageiros e afetará as companhias aéreas".

Jenkins sugeriu, em reunião com autoridades de aviação civil, duas alternativas: fazer a filmagem das competições de cima do Pão de Açúcar ou promover uma ação coordenada, com intervalos de tempo entre a atividade dos helicópteros e dos aviões. Ambas foram negadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) informou que ainda analisa a proposta, assim como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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