Divulgação|Omega
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Entenda a ciência por trás da cronometragem olímpica

Contagem nos Jogos é feita pela mesma empresa há 84 anos

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2016 | 05h00

Ao contrário do que muitos pensam, cronômetro é um certificado emitido pela COSC - Contrôle Officiel Suisse des Chronomètres (ou Controle Oficial Suíço de Cronômetros) que atesta a alta precisão de um relógio. O aparelho, em si, que cronometra o tempo chama-se contador ou cronógrafo, utilizado para medir o tempo em milésimos de segundo ou até unidades ainda menores, com o apoio da tecnologia. O primeiro deles foi desenvolvido em 1898 e tinha a precisão de contar até um quinto de um segundo.

Porém, a cronometragem passou a ser usada em Olimpíadas apenas na edição de 1932,em Los Angeles, que também trouxe o pódio até o terceiro lugar e juízes de boxe dentro dos ringues. Antes disso, eram necessários, por exemplo, 24 juízes para determinar a ordem de chegada dos nadadores em uma piscina. Por isso, a Olimpíada de 1932 foi determinante para o processo de profissionalização dos esportes.

Já na primeira edição, a cronometragem provou seu valor e sua indispensabilidade, já que as americanas Mildred Didrikson e Evelyne Hall terminaram a corrida de 80m com barreira com o mesmo tempo. A diferença só foi notada no filme da chegada, que deu o ouro a Didrikson. Nos 100m livre masculino, o mesmo problema aconteceu com Edward Tolan e Ralph Metcalfe, também ambos dos EUA. Tolan levou a melhor.

Nestes 84 anos, o Comitê Olímpico Internacional contou com apenas uma empresa responsável pela cronometragem das provas: a Omega, empresa suíça de relógios manufaturados de luxo. De lá para cá, a empresa sempre apresentou novidades a cada edição e, no Rio, em 2016, não deve ser diferente. Inovações estão previstas para serem anunciadas em maio.

Após as duas Guerras Mundiais, a Omega levou às Olimpíadas de Londres, em 1948, as células fotoelétricas, ou seja, câmaras que paravam o cronômetro exatamente na hora que o atleta cruzasse a linha de chegada, por meio da interação com a luz. Isso acabou abolindo as faixas da linha de chegada, que serviam de referência para parar o cronômetro. Para a época, este tipo de tecnologia era algo avançado, por isso, estas câmeras ganharam o apelido de ‘olho mágico’ (ou photo-finish). A própria foto da chegada também pode ser usada em caso de dúvidas mais persistentes. Ainda foi instalado um dispositivo dentro da pistola de largada, que trouxe os blocos de partida às competições e aboliu a largada falsa.

Por fim, em 1968, nos Jogos da Cidade do México, foi introduzido o touchpad na natação, mecanismo que permite que o atleta pare seu próprio cronômetro ao bater a mão no fim da piscina (instrumento que não funcionou no caso de Gustavo Borges, em Barcelona-1992).

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