Charly Triballeau / AFP
Charly Triballeau / AFP

Entenda por que Érica Sena foi punida e perdeu o bronze na marcha nos Jogos de Tóquio

Na reta final da prova, brasileira recebeu terceira punição por movimento irregular na disputa da marcha atlética e acabou em 11º lugar

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2021 | 10h41

Faltando pouco mais de 400m para conquistar a inédita medalha de bronze para o Brasil na marcha atlética, a atleta Érica Sena recebeu uma punição dos fiscais e teve de ficar fora da pista por dois minutos. Com isso, ela caiu do 3º para o 11º lugar e perdeu a chance do pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Na modalidade, os atletas são fiscalizados para não dobrarem os joelhos em nenhum movimento. Também é proibido correr.  Érica foi punida por causa de um movimento irregular na reta final da prova nas ruas de Sapporo, em Tóquio. Como foi a terceira advertência, a corredora pernambucana foi obrigada a ficar parada por dois minutos enquanto os outros competidores avançavam. 

Na marcha atlética, os atletas devem manter um dos pés em contato com o chão. É proibido dobrar o joelho ou fazer outro movimento diferente de uma marcha. Também é proibido correr. A forma do passo é obrigatória. O atleta deve manter a perna estendida. Isso vale desde o momento em que o pé toca o chão até que o outro pé passe à frente dele, iniciando um novo passo. Vale lembrar que, tirar os dois pés fora do chão significa correr. Todas as características da marcha estão no infográfico especial do Estadão sobre as modalidades olímpicas

Vários juízes ficam espalhados ao longo do percurso para aplicar as eventuais penalizações. Eles ficam atentos porque a diferença entre uma marcha rápida e uma corrida (trote) é pequena. Por isso, cada atleta pode tomar até duas punições. A pernambucana de 36 anos foi punida por causa de sua terceira irregularidade. Érica chorou bastante. Era a última das 20 voltas.

O ouro foi para Antonella Palmisano, da Itália (1h29min12), país que também venceu a prova masculina na quinta-feira. A prata ficou com a colombiana Lorena Sandra (1h29min37). O bronze ficou com a chinesa Hong Liu. Érica terminou a prova na 11ª colocação com 1h31min39s. Foi o melhor resultado da marcha brasileira nos Jogos de Tóquio.

Nos Jogos do Rio, Sena havia conquistado a 7ª posição. Os grandes resultados no ciclo olímpico, como o quarto lugar no Mundial de Atletismo de Doha 2019, indicava boas chances de medalha. Érica é treinada pelo marido, o equatoriano Andrés Chocho, recordista sul-americano dos 50 km da marcha, e mora em Cuenca, no Equador. 

 

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