Entidade pede à China moratória à pena de morte nos Jogos

Estima-se que a China seja o país que mais execute pessoas no mundo, mais que todos os outros nações juntas

Lindsay Beck, da Reuters, REUTERS

09 de outubro de 2007 | 16h42

O grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch pediu à China que interrompa o uso da pena de morte como um gesto de boa vontade antes da Olimpíada de 2008, que acontecerá em Pequim.Estima-se que a China seja o país que mais execute pessoas no mundo, mais que todos os outros países juntos, e a avaliação é que o país não tem um Judiciário independente. A questão do respeito aos direitos humanos está cada vez mais na berlinda com a aproximação dos Jogos."Devido a deficiências estruturais na condução dos julgamentos na China, ninguém que é executado hoje no país recebe um julgamento justo, de acordo com os padrões internacionais", disse Brad Adams, diretor para a Ásia da Human Rights Watch, num comunicado. A China vem reformando gradativamente a pena de morte, depois que algumas condenações causaram indignação pública. A medida mais significativa aconteceu este ano, quando a Suprema Corte retomou o poder de dar a aprovação final às penas de morte. Desde então, a imprensa estatal registrou uma queda no número de condenações a morte, embora o montante total seja considerado segredo de Estado pelas autoridades comunistas da China. A Human Rights Watch disse que a China devia usar o período de moratória para reduzir o número de crimes sujeitos à pena de morte, para tornar público o número de pessoas executadas e para mudar os procedimentos legais de modo a garantir padrões internacionais de justiça.

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