Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Equipe brasileira de tiro com arco pode dar primeira medalha ao Brasil

Marcus Vinicius D’Almeida, Bernardo Oliveira e Daniel Xavier vão disputar pódio treze horas após abertura

Demétrio Vecchiol, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2016 | 05h00

Treze horas depois do início da abertura da Olimpíada, no Maracanã, Marcus Vinicius D’Almeida, Bernardo Oliveira e Daniel Xavier entrarão em campo – ou melhor, no Sambódromo – em busca daquela que pode vir a ser a primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio. Os três, que formam a equipe de tiro com arco, serão os primeiros da delegação brasileira a disputar o pódio na competição.

Se ao longo dos últimos dois anos as atenções estiveram todas voltadas para Marcus Vinicius, vice-campeão mundial aos 16 anos, no Rio a grande aposta da delegação é na medalha por equipes. “São 12 equipes aqui só, é uma grande chance para todo mundo. A questão ali é acreditar”, diz Marcus, o caçula do time, agora aos 18.

Essa possibilidade só entrou no radar nas últimas semanas, principalmente depois que o Brasil ficou em quarto lugar na última etapa de Copa do Mundo antes da Olimpíada, em evento que serviu de prévia para o Rio. Mas os arqueiros brasileiros garantem que brigar pela medalha por equipes sempre foi o plano.

“A gente já está trabalhando há muito tempo. Nosso foco sempre foi a equipe. A gente está tendo evolução desde 2012, 2013, na busca incessante por um bom resultado”, diz Daniel, o único que já competiu em uma Olimpíada – Bernardo foi a Londres, em 2012, mas pelo projeto de Vivência Olímpica, do COB.

Na avaliação de Bernardo, a medalha de bronze conquistada ano passado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, que colocou o País no pódio da competição após 32 anos, serviu para dar confiança à equipe. “A gente está brigando muito desde o início para ter uma equipe forte. Sabíamos que tínhamos um potencial e estávamos muito ansiosos para conseguir consumar isso, e foi no Pan que isso aconteceu. Esse resultado por equipe deu uma confiança maior de que a gente vai estar brigando no Rio.”

Campeão em Toronto e prata na última Copa do Mundo, o México nem sequer conseguiu se classificar para a Olimpíada. Um exemplo de que tudo pode acontecer. Até mesmo durante os Jogos. “Todos os times que estão aqui são fortes, mas é um campeonato diferente. A Coreia do Sul (potência da modalidade), por exemplo, não ganhou o ouro em Londres. Sempre acontecem coisas que a gente não espera”, lembra Marcus Vinicius.

DESAFIOS

O tiro com arco é a única modalidade que terá provas no dia 6 de agosto, horas depois da cerimônia de abertura, prevista para terminar às 23h. Por esse motivo, o trio não desfilará com os atletas brasileiros no Maracanã – é preciso estar descansado para a competição. 

No Sambódromo, cada arqueiro vai atirar 72 flechas – em duas baterias de 36 –, tentando somar o mais perto possível de 720 pontos. As equipes serão classificadas a partir do resultado somado dos seus três arqueiros. Por causa do piso irregular do lugar, alvos e arqueiros estarão sobre plataformas para manter o mesmo nível e garantir a estabilidade.

As quatro primeiras colocadas avançam direto às quartas de final, enquanto as demais oito se enfrentam na repescagem. Os confrontos têm início logo às 9h de sábado, com a final programada para as 17h09, mais ou menos o mesmo momento das finais das categorias de Sarah Menezes e Felipe Kitadai no judô. Antes, às 15h30, acaba a prova de Felipe Wu no tiro esportivo.

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