Marcelo Tasso/AFP
Marcelo Tasso/AFP

Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

16 Agosto 2015 | 12h07

Jornalistas a serviço da prefeitura do Rio que acompanhavam o evento-teste de ciclismo de estrada para a Olimpíada foram assaltados na manhã deste domingo. O crime ocorreu na entrada do Joá, na Avenida Ministro Ivan Lins, por volta de 8 horas da manhã. Foram levados um celular de uma repórter e a câmera de uma fotógrafa. 

A equipe, que também contava com um operador de câmera, estava se preparando para filmar a passagem dos atletas ao lado de um posto de gasolina, quando foi abordada por dois assaltantes que chegaram em uma moto. "Eles abordaram a gente com uma pistola e levaram nossos equipamentos", contou a repórter, que não quis se identificar. 

Questionada, a assessoria do Comitê Rio-2016, que organiza o evento, afirmou que o caso é de responsabilidade das forças de segurança, embora o crime tenha ocorrido no circuito por onde passam os ciclistas.

 

Os atletas, por sua vez, estão sendo escoltados por batedores da Polícia Rodoviária Federal durante os 165 quilômetros de percurso da prova. Os pontos de saída, em Copacabana, e de chegada, em São Conrado, também estão sendo protegidos por policiais militares e guardas municipais. 

Ao todo, são 60 atletas da categoria masculina disputando a prova, que começou 8h30. Os organizadores consideram o evento o mais complicado em razão da liga extensão do circuito, que demanda maior mobilização dos entes envolvidos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Organizadores elogiam evento-teste de ciclismo no Rio de Janeiro

Prova de 165 quilômetros foi vencida pelo francês Alexis Vuillermoz

RONALD LINCOLN JR., O Estado de S. Paulo

16 Agosto 2015 | 16h06

O Rio sediou neste domingo o desafio internacional de ciclismo de estrada, evento-teste preparativo para a Olimpíada de 2016. A prova de 165 quilômetros foi vencida pelo francês Alexis Vuillermoz, seguido pelo belga Serge Pauwels, e do também francês Romain Barde, terceiro colocado.

Os atletas avaliaram bem o percurso de prova, mas fizeram críticas sobre alguns trechos com problemas no asfalto. "A decida da Vista Chinesa tinha alguns buracos, o asfalto estava trepidando em algumas partes e tivemos de tomar cuidado. Mas a prova foi bem organizada. E com essa torcida apoiando tiramos força da onde não esperamos", considerou o brasileiro Kleber da Silva, sétimo colocado.

Para os organizadores, a competição foi o evento-teste mais desafiador até o momento - neste ano, já foram realizadas provas de remo, vôlei, triatlo, hipismo, além do desafio internacional de vela que começou no último sábado e segue até o dia 22 deste mês. "Sabemos que há muita coisa para melhorar, vai ser feito o recapeamento do asfalto de trechos pequenos. Mas o evento-teste é importante para isso: conhecer as necessidades", afirmou o diretor de esporte do Comitê Rio-2016, Rodrigo Garcia.

"Sem sombra de dúvida essa é a prova mais complexa que organizamos", afirmou o diretor de instalações do Comitê Rio-2016, Gustavo Nascimento. O evento, aliás, teve de sofrer uma pequena alteração de percurso para não coincidir com uma manifestação contra a presidente Dilma, marcada para o ocorrer em Copacabana. "Para se ter uma noção, foram necessários 25 mil grades de proteção, ruas interditadas. O grande teste foi fazer com que a cidade funcionasse com a gente. Fiquei muito feliz, foi um sucesso."

O circuito passa por vários pontos turísticos da cidade, além de contornar grande parte das orlas das zonas sul e oeste. "Essa é a competição que contextualiza o Rio como cidade olímpica. É muito importante para mostrar vários pontos da cidade e o circuito é muito lindo", considerou Nascimento.

A disputa começou 8h30 na altura do posto 5 da praia de Copacabana. Ao todo, participaram 60 competidores, de 15 países, que vieram ao Rio atraídos pela oportunidade de conhecer o circuito olímpico. A prova durou pouco mais de quatro horas, e foi concluída na praia de São Conrado. Ao longo da orla, os ciclistas receberam o apoio das pessoas que aproveitavam o domingo ensolarado que fez na cidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.