Equipe de TV dinamarquesa é agredida por policiais chineses

Profissionais acompanhavam confusão para venda de ingressos e teve câmera e tripé quebrados pela polícia

Cláudia Trevisan, Correspondente - O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2008 | 14h56

Policiais de Pequim agrediram nesta segunda-feira uma equipe de TV dinamarquesa que cobria o tumulto na venda de ingressos para a Olimpíada e quebraram sua câmera e tripé, em mais um caso de interferência indevida no trabalho da imprensa a 11 dias do início dos Jogos.Segundo relato de Jan Larsen, chefe para a Ásia da emissora DR, a polícia impediu o trabalho da equipe no momento em que a multidão que tentava comprar ingressos começou a revoltar contra o caos que havia se instalado nas filas."Foi a típica reação da polícia quando a situação fica fora de controle", disse Larsen em comunicação enviada ao Clube de Correspondentes Estrangeiros da China. Ao invés de encontrar soluções para o tumulto, as autoridades preferiram impedir os jornalistas de registrá-lo, observou.A garantia de liberdade de atuação para os jornalistas foi um dos compromissos assumidos pela China em 2001, dentro do pacote que garantiu a vitória do país na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2008.As estritas regras para movimentação da imprensa foram amenizadas a partir de 1º de janeiro de 2007, quando nova regulamentação previu que os jornalistas estrangeiros teriam liberdade para viajar dentro do país e entrevistar pessoas sem necessidade de autorização prévia das autoridades.Desde então, o Clube de Correspondentes Estrangeiros registrou pelo menos 260 casos de interferência indevida da polícia no trabalho da imprensa. A situação se agravou depois de março, quando os mais violentos protestos contra o governo chinês em 20 anos foram registrados no Tibete.

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