Fabio Motta| Estadão
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Érika Miranda tira o quimono do armário para novo ciclo

A atleta, que ficou em 5º lugar na categoria até 52kg no Rio, retorna aos tatames para manter a motivação

Carolina Werneck, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2016 | 17h00

A judoca Érika Miranda aproveitou o fim da Olimpíada para tirar férias e passar mais tempo entre os amigos e a família. Ela alega precisar descansar após ciclo desgastante de quatro anos em que o objetivo principal, o pódio em casa, não foi atingido. Aos 29 anos, Érika admite estar redescobrindo o que a motiva a treinar e competir e ainda não se coloca nos Jogos de Tóquio, pátria da modalidade.

Para a brasiliense, ainda não há certezas sobre os frutos do trabalho que foi realizado para os Jogos do Rio e, por isso, não há pressa em definir sua participação daqui a quatro anos. Enquanto se concentra em retomar a rotina e recuperar a forma que tinha antes da Olimpíada, a atleta continua focada em se divertir com aquilo que faz. “Estou voltando à rotina gradativamente, colocando o quimono aos poucos. O principal objetivo é manter a motivação e a felicidade de estar no tatame.”

Depois de quase conquistar o bronze olímpico na categoria até 52 kg – Érika perdeu para a campeã mundial Misato Nakamura –, a brasileira conta que o tempo que teve foi importante para que pudesse se recuperar dos anos desgastantes de preparação. “Tive um período de descanso, de tempo com a família. Olhando para mim hoje, e comparando com a minha rotina de quando estava treinando para o Rio, parece que estou vivendo em outro mundo”, comenta.

A volta ao tatame já aconteceu. Foi ontem, no Troféu Brasil de Judô, em Lauro de Freitas, na Bahia. Na competição, organizada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Érika competiu em uma categoria acima da sua, até 57 kg. “Eu não subi de categoria, mas, nesse torneio, optei pela categoria de cima porque tive um período mais longo de férias do que tenho normalmente, então estou começando agora, devagar”, explica.

Na volta aos treinos também é importante ganhar ritmo de competição e, nesse quesito, a judoca está adiantada. Além do Troféu Brasil, já tem em agenda uma participação no Grand Prix de Judô em novembro. Ela garante, no entanto, não estar focada exclusivamente em uma vaga dos Jogos de 2002.

“Este é o começo de um novo ciclo. Quero voltar aos poucos, então não estou pensando em Tóquio ainda, estou concentrada nas competições. Primeiro esta, depois as outras, um passo de cada vez”, admite a judoca, que também teve decepções nas outras edições da Olimpíada. Em Pequim, foi cortada por contusão e, em Londres, eliminada já na primeira rodada.

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