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Augusto Bizzi / FIE
Augusto Bizzi / FIE

Esgrimista Guilherme Toldo destaca treinos para Tóquio durante pandemia

Brasileiro chega fortalecido também por um bom resultado no Grand Prix de Florete em Doha, no Catar, disputado em março deste ano

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 09h45

Falta exatamente três semanas para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e a condição de Guilherme Toldo não poderia ser melhor. Durante a parada nos calendários esportivos por causa da pandemia do novo coronavírus, o esgrimista brasileiro aproveitou para intensificar a sua preparação e organizar seus treinamentos. Com o apoio de sua equipe técnica, ganhou um ânimo ainda maior, traduzido em resultado no Grand Prix de Florete em Doha, no Catar, disputado em março deste ano.

Mesmo em meio a todas as dificuldades trazidas pela covid-19, o atleta pôde se manter seguro e focado. O isolamento e a falta de competições, para ele, se tornaram uma chance de se concentrar em sua rotina e em seu fortalecimento com a ajuda de sua equipe.

“Chego muito bem, me preparei muito bem. Consegui aproveitar o momento de pandemia e quarentena a meu favor. Consegui me sobressair, perceber a parte cheia do copo. Pude aproveitar esse momento para me organizar da melhor maneira, contar com aquelas pessoas que fazem parte do meu dia a dia para evoluir naquele período difícil”, destacou Toldo.

Os resultados foram ganhos físicos e mentais. A confiança do esgrimista está em dia, assim como sua qualidade técnica, o que o credencia ainda mais como uma esperança de medalha olímpica para o Brasil. Se depender de sua motivação, isso será realidade. “Consegui colher frutos desse trabalho durante a temporada, ficar bem mais forte, resistente e concentrado. E também com aquela vontade de alcançar um resultado importante para o nosso país”, disse o atleta do florete.

Para cultivar essa confiança e o bom momento, Toldo se apoia em sua única atuação nas pistas em 2021: o Grand Prix de Florete, disputado em Doha. Na competição, que reuniu atletas da elite mundial, o esgrimista terminou entre os oito melhores e mostrou que tem muito a oferecer com o uniforme do Brasil.

“Venho de bons sentimentos na pista, de bons resultados na última e única prova do Circuito Mundial. Acabei ficando entre os oito melhores, então os sentimentos sobre a minha preparação são os melhores possíveis. Eu chego na Olimpíada como 15.º cabeça de chave, bem à vontade e afim de fazer um bom resultado”, finalizou.

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