Especialistas alertam para problemas do esporte de alto nível

Atletas olímpicos parecem no auge daforma, jovens e musculosos, mas muitos se obrigam a competircom dores, passam por várias cirurgias e muitas vezes acabamcom joelhos ou quadris de pessoas com o dobro de sua idade. E para os atletas mais jovens, mulheres na maioria absolutados casos, há mais prejuízo ainda de saúde, com problemasrelacionados a treinamento intenso antes que seus corposestejam completamente desenvolvidos. "Realmente não acredito que lesões possam ser evitadas noesporte deste nível", disse Marcia Whalen, médica especialistaem osteopatia, baseada na Califórnia e da equipe feminina depólo aquático dos Estados Unidos. "Quando você faz uma atividade repetitivamente, mais emais, do jeito que os atletas estão fazendo, está pronto parater lesões." Mas para incontáveis atletas em Pequim, dor é apenas partedo preço d a competição de elite."Tenha de tomar meu antiinflamatório hoje para aguentar maisessa" disse Karen Cockburn, prata no trampolim, que retomou suarotina de treinamento olímpico depois de uma cirurgia no joelhono ano passado, referindo-se à dor que também continuasofrendo. A maratonista britânica Paula Radcliffe terminou a prova emPequim, apesar de uma fratura de stress sofrida três mesesatrás. Para competidores mais jovens, o guia de esportes daAcademia Americana de Pediatria diz que não é saudável paracrianças até 12 ou 13 anos se especializarem em apenas umamodalidade esportiva. Desses mais jovens, especialmente ginastas -- cujosequilíbrio e flexibilidade são afetados quando seus corpos sedesenvolvem --, estão treinando intensamente já com 8 ou 10anos. Baixa gordura corporal significa puberdade tardia para asgarotas, o que em consequência as deixa com baixa densidadeóssea e riscos de fratura por stress e osteoporose. "Você vê jovens de 16, 17 anos com ossos de pessoas de 60,70", disse Jordan Metzl, médico e co-fundador do Instituto deMedicina do Esporte para Jovens Atletas, no Hospital paraCirurgias Especiais de Nova York.

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