Júlio César Guimarães/COB
Júlio César Guimarães/COB

Espírito olímpico

Existe uma dimensão diferente, um mantra especial numa competição como essa

Robson Caetano, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2021 | 05h00

Oi! Olá! Como vocês estão? Para esse texto, trago uma reflexão sobre espírito olímpico; como isso se propaga pelo mundo em dias de pandemia, com uma nova maneira de realizar uma competição esportiva tão complexa?

Eu me recordo que a rejeição a uma competição como essa em nações com problemas de infraestrutura tão sérios é notória por parte da sociedade local, afinal, um povo precisa de educação, saneamento básico, segurança, crescimento econômico.

O que as pessoas não sabem é que uma Olimpíada mexe com todas essas vertentes, afinal de contas, está na carta olímpica a melhoria de toda sociedade nos mais variados aspectos, recursos são destinados para essas melhorias, e as reservas econômicas de um país sério sempre serão investidas em prol da sociedade.

O espírito olímpico se manifesta quando os jovens começam a sonhar com a possibilidade de serem melhores através de ídolos. Crescemos vendo tudo através das telas, os nossos ídolos se tornam deuses e quando você se dá conta, está fazendo algo que os ídolos fazem.

Quantas quadras de vôlei não surgem nas ruas com crianças e jovens querendo ser um Lucarelli, ou um Giba, um Bruno? Quantas crianças não fizeram o raio de Usain Bolt ou levantaram o dedo para o céu, ou cerraram os punhos como eu um dia fiz em minha vida como esportista? Ou, como o atleta da esgrima, que nesta Olimpíada comemorou no estilo do Cristiano Ronaldo?

Existe uma dimensão diferente, uma energia, um mantra tão especial numa competição como esta que nos leva a atravessar noites, madrugadas, torcendo por nossos deuses... quero dizer atletas. Porque lá é onde os gigantes e somente os melhores do mundo conseguem chegar. Precisamos lembrar que o papel da mídia é fundamental para o sucesso, ou esquecimento, deste espírito olímpico.

O Brasil sediou os Jogos e uma nação se posicionou contrária. Iniciamos as disputas e houve uma avalanche de sentimentos. Vivemos dias incríveis, e quem disser que não está mentindo. Você pode gostar ou não de esporte, mas a Olimpíada traz uma transformação para a sociedade, a gente só lamenta que tudo que transforma um país através desta competição mágica termine e a realidade nos mostre que governantes erraram, que legados virem elefantes brancos, que os equipamentos fiquem à mercê de quem não entende que a juventude precisa de acesso a tudo que foi construído durante uma campanha, como cidade candidata, e depois como cidade-sede dos Jogos.

A exemplo de Barcelona, Londres e Tóquio, que apresentaram para o mundo que o espírito olímpico pode permanecer, através de ações em escolas, das artes, integrando o velho com o novo, trazendo à tona uma nova situação política, social e econômica, inclusive angariando no futuro com os investimentos feitos em medalhas e o reconhecimento de que o planejamento para a perpetuação desse espírito teve efetivamente sucesso.

Para o Brasil, o espírito ainda está em medalhas que surgem de maneira aleatória, a base está descoberta, os ídolos da atualidade em sua grande maioria apresentam limitações que nem toda a tecnologia é capaz de mudar, salvo alguns que rompem com os padrões. Portanto, em esportes olímpicos, espírito, coração, nação transformam em deuses aqueles que se propõem a serem gigantes!

Saudações Olímpicas!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.