Esposa abandona o boxe para que Robson vire profissional após ouro

Esposa abandona o boxe para que Robson vire profissional após ouro

Érika Mattos competiu em Londres-2012, mas se afastou do esporte para dar à luz Sophia, primeira filha do casal

Demétrio Vecchioli, Estadão Conteúdo

17 Agosto 2016 | 17h08

Robson Conceição é "sujeito macho". Quem diz isso é a esposa, Érika Mattos, a quem pediu em casamento, pela TV, depois de garantir a medalha nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011. E não é só pelo que faz no ringue. Se a vontade de brigar na rua foi o que levou o baiano a se iniciar no esporte, agora a agressividade fica só nas competições. Dentro de casa, é a tranquilidade em pessoa.

"Ele é muito sossegado. Em casa ele só descansa, brinca, cozinha, cuida do jardim que ele tem lá em casa. O que ele mais gosta de fazer é peixe", conta Erika, que só gostaria que o marido a ajudasse mais com o almoço. A janta é ele quem cozinha quase todas as noites.

Ela também é boxeadora. Disputou os Jogos Olímpicos de Londres-2012, mas depois se afastou para poder dar a luz à primeira filha do casal, Sophia, que na sexta-feira completa dois anos. Em outubro, deve fazer as últimas lutas da carreira, longe do glamour do ouro olímpico do marido. Estará, como de costume, nos Jogos Abertos do Interior de São Paulo, uma das poucas competições de boxe feminino no Brasil.

Depois disso, vai aposentar as luvas. Será apenas a esposa do boxeador profissional Robson Conceição. "Vamos ficar mais juntos. Fizemos um acordo de ele passar para o profissional e eu parar de lutar para a gente ficar mais um tempinho juntos."

Nos últimos meses já foi assim. Robson, que treinava em São Paulo com a seleção permanente, foi liberado para fazer os últimos treinos de preparação para o Rio-2016 em Salvador. Pôde passar mais tempo em casa, no bairro de Boa Vista de São Caetano, onde cresceu e conheceu o boxe.

Queria ser como o tio, Roberto, que tinha fama de bom brigador de rua. Para melhorar na "porradaria", Robson convenceu a avó Neusa a inscrevê-lo em um projeto social. Tinha 13 anos. Desde então, nunca mais brigou na rua.

"Ele é cheio de sequela por causa dessas brigas. Tomava pedrada, apanhava. Ele queria ser igual o tio para aprender a bater igual o tio. Graças a Deus, quando eu o conheci, ele já era bom", conta Erika, que agradece aos céus por ter um marido tão "bom". "Meu marido é ótimo. Foi Deus que me deu. Ele não dá trabalho, é sujeito homem."

 

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