Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

'Estrangeiras' mudam de vida para tentar representar o Brasil

Duas atletas do rúgbi, uma canadense e uma norte-americana, têm dupla cidadania e já estão integradas ao grupo da seleção feminina

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2015 | 16h59

A seleção feminina de rúgbi tem dois reforços que vieram do exterior, as jogadoras Isadora Cerullo, a Izzy, e Katrina Santilly. As duas largaram bons empregos em seus países e atenderam a um chamado da CBRu porque possuem dupla cidadania. O mesmo projeto foi feito no masculino e já está rendendo bons frutos, com atletas se destacando na seleção.

Izzy, de 23 anos, trabalhava com pesquisas na área de cirurgia do hospital da Universidade da Pensilvânia. Mas praticava o esporte desde pequena e, ao saber do interesse da entidade, largou tudo e partiu para o Brasil. "Meus pais ficaram bem nervosos, pois estava estudando e ainda pretende ser médica", explica a filha de brasileiros.

Já Katrina tem 28 anos e é canadense de Toronto. Ele é filha de uma brasileira com pai inglês e trabalhava com animação infantil para a televisão. "Decidi vir e estou ficando na casa de uma prima que tem a mesma idade que eu. É um apartamento pequeno, mas fui bem recebido no Brasil. As jogadoras são muito simpáticas e é fácil fazer parte do grupo. Foi uma grande mudança de vida", diz.

As duas atletas sabem que não têm presença garantida no grupo que disputará os Jogos Olímpicos, até pela forte concorrência na seleção. Mas ambas garantem que vão lutar até o último momento para disputar a competição. "Eu adoraria representar o Brasil na Olimpíada", afirma Katrina. Izzy completa. "Eu nunca pensei que poderia jogar profissionalmente. Agora sonho estar nos Jogos do Rio em 2016."

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