Lucas Figueiredo/ Mowa Press
Lucas Figueiredo/ Mowa Press

Estreante na seleção, Prass minimiza pressão por jogar Olimpíada em casa

'Pelo Palmeiras, prefiro mil vezes jogar no Allianz Parque'

Almir Leite, Estadão Conteúdo

18 de julho de 2016 | 15h48

Jogador mais experiente da equipe olímpica brasileira, apesar de ser estreante em seleções, Fernando Prass não enxerga como pressão o fato de disputar os Jogos do Rio em casa. O goleiro de 38 anos também considera que a possibilidade de conquistar a inédita medalha de ouro é uma oportunidade, e não como um problema.

"Jogar diante da nossa torcida não é peso. Eu sempre disse que, pelo Palmeiras, eu prefiro mil vezes jogar no Allianz [Parque] do que na casa do adversário", disse o goleiro na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis. "Para jogadores de ponta, como são todos aqui, essa pressão é estimulante. Temos de usar isso a nosso favor. Nós é que temos de criar esse diferencial, com atuações boas e entrega em campo."

Para ele, o que o grupo precisa saber fazer é filtrar as coisas, boas e ruins, que aparecerão a partir de agora e saber peneirar bem, para explorar os aspectos positivos. Prass não faz nenhuma comparação, por exemplo, com o que aconteceu na Copa do Mundo de 2014, quando a seleção brasileira sucumbiu à pressão de ter de conquistar o título em casa.

"Dificilmente eu comento grupos que não participei porque internamente se tem outra leitura. Mas é óbvio que a questão emocional é muito importante. Não podemos comparar porque são indivíduos diferentes, com reações diferentes", disse o goleiro.

Um dos jogadores mais cotados para ser o capitão da seleção brasileira, Fernando Prass garante que não se preocupa com isso. "Não me passa pela cabeça ser ou não ser, até porque sempre falei isso no Palmeiras, o capitão é uma mera formalidade para assinar súmula e representar time no sorteio e perante o árbitro na partida", afirmou. "Nada proíbe o cara que está sem a faixa ter as mesmas funções que o capitão."

De acordo com o Palmeiras, capitão não tem de ser necessariamente um jogador que fala, que grita. "Já estive em muito vestiário em que o principal líder é o cara que de fora passava totalmente despercebido."

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