Darryl Webb|Reuters
Darryl Webb|Reuters

Estreias de Sudão do Sul e Kosovo realizam os sonhos de atletas locais

Estrelas dos países não vão mais precisar disputar a Olimpíada por outras bandeiras

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2016 | 05h00

Guor Marial precisou aguardar a segunda Olimpíada da carreira para poder representar o Sudão do Sul, país onde nasceu e viveu os dias mais complicados da sua vida. Se em Londres o maratonista teve de se contentar em ser um dos atletas independentes, virá ao Brasil como um dos dois representantes da nação estreante.

Aos 32 anos, o corredor vai defender a bandeira de um país que se tornou independente em 2011, graças a um referendo, e que tem uma história tão sofrida quanto à dele. Os longos anos de guerra civil contra o Sudão causaram histórias tristes.

Marial, por exemplo, teve 28 familiares mortos durante o conflito e ainda adolescente, fugiu para o Egito e depois, para os EUA, onde mora até hoje. O corredor retornou poucas vezes para o país onde nasceu e causou repercussão antes dos Jogos de 2012 ao recusar o convite de disputar a competição pelo Sudão.

"Se eu fizesse isso, estaria traindo meu povo. Seria uma desonra pelas milhões de pessoas que morreram pela nossa liberdade", explicou na época. Com a formalização do Comitê Olímpico do Sudão do Sul, no ano passado, ele poderá representar a mais nova nação afiliada do COI.

CHANCE DE MEDALHA

Kosovo também chegará pela primeira vez para uma Olimpíada, porém tem boas chances de medalha. O país declarou independência da Sérvia em 2008 e aposta na judoca Majlinda Kelmendi, bicampeã mundial.

A atleta levará a bandeira do país na cerimônia de abertura e já esteve presente nos Jogos de Londres. Naquela ocasião, como Kosovo ainda não havia sido reconhecido pela COI, a judoca disputou a competição pela Albânia. "Sou do Kosovo e, quando venço, quero que a bandeira e o hino do meu país estejam lá", afirmou.

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