Fabio Motta| Estadão
Fabio Motta| Estadão

Evento-teste do polo aquático começa só com times juniores nesta 2ª

Preparatório receberia quatro seleções, mas só equipes com atletas de categorias menores entrarão na piscina

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

25 de abril de 2016 | 07h50

Planejado para receber as seleções de Brasil, Estados Unidos, China e Canadá, o evento-teste de pólo aquático começa hoje na piscina do Estádio Aquático Olímpico bem mais modesto. Em vez de selecionados nacionais, a competição terá a participação dos times do Botafogo, Flamengo, Escola Naval e Tijuca Tênis Clube, todos do Rio de Janeiro. A maioria dos atletas será da categoria júnior.

O torneio terá caráter meramente amistoso. À exceção de convidados, o público em geral não terá acesso ao estádio aquático, como aconteceu inclusive no Troféu Maria Lenk, uma das principais competições da natação brasileira e que se encerrou na quarta-feira passada. No polo aquático, serão dois jogos por dia, às 18h30 e às 19h40. A competição termina na próxima sexta.

Pelo calendário original, o evento-teste de polo aquático seria disputado ainda ano passado, no Parque Aquático Julio Delamare – que sediaria parte da competição de polo na Olimpíada. A disputa reuniria as seleções femininas de Brasil, Estados Unidos, Holanda, Austrália, China e Canadá. As obras do Julio Delamare, porém, foram suspensas e o local deixou de ser uma instalação olímpica. O evento, então, diminuiu de tamanho e foi transferido para este mês, já na reta final do calendário de testes para os Jogos do Rio de Janeiro.

O novo torneio foi projetado para ter apenas quatro seleções masculinas e ser o terceiro evento-teste do Estádio Aquático Olímpico. Seria uma competição amistosa, mas de nível internacional e com duas equipes que estarão nos Jogos do Rio – Brasil e Estados Unidos. O Comitê Rio-2016, porém, teve que abortar a ideia no início deste ano em função da programação das equipes que estarão na Olimpíada. A seleção brasileira, por exemplo, está na Europa.

Assim, a solução foi convidar times da própria cidade para testarem a competição de polo aquático. A entidade negou que a escolha tivesse a ver com problemas de orçamento, mas a saída encontrada acabou dando uma ajuda providencial em um momento em que o comitê passa por ajustes nas contas.

O comitê garante que a ausência de atletas de seleção não prejudicará o teste olímpico, já que, segundo a entidade, o intuito é treinar voluntários que atuarão nas disputas de polo aquático durante os Jogos, além de testar a gestão dos resultados, avaliar questões referentes à arbitragem e à cerimônia de premiação. No entender da entidade, a disputa dentro da piscina não interfere nisso. Os horários dos confrontos serão os mesmos dos Jogos Olímpicos.

Este será o terceiro e último evento-teste no Estádio Aquático Olímpico, inaugurado no início do mês, mas que ainda está inacabado. O local sediou o Troféu Maria Lenk e o Open Internacional de natação paralímpica, que encerrou ontem. As competições foram disputadas com apenas parte das arquibancadas abertas, e com restrição de circulação em função de obras de acabamento que ainda estão sendo realizadas.

O estádio aquático tem recebido elogios e críticas de atletas e da Federação Internacional de Natação (Fina). A arquitetura do local, com arquibancadas dos quatro lados da piscina, é apontada como o ponto alto do local. Mas o tamanho – menor do que o de outras edições dos Jogos – e o calor excessivo no interior são motivo de reclamações constantes.

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