Jake Spring/Reuters
Jake Spring/Reuters

Ex-jogadora de vôlei, senadora Leila propõe vacinar atletas antes da Olimpíada

Pela emenda, as doses seriam adquiridas pela iniciativa privada e, assim, os esportistas não "furariam" a fila

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

04 de fevereiro de 2021 | 20h48

Medalhista olímpica pela seleção brasileira de vôlei, a senadora Leila Barros propôs emenda ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 43/2020 para vacinar atletas, comissões técnicas e delegações do Brasil contra a covid-19 antes das disputas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, entre o fim de julho e o início de setembro, no Japão.

Pela emenda, as doses seriam adquiridas pela iniciativa privada. Assim, os esportistas não "furariam" a fila dos grupos de prioridade, como profissionais de saúde e idosos. O objetivo é permitir aos atletas e paratletas viajarem em maior segurança para os Jogos de Tóquio.

"Sei que existe uma corrida em busca dos imunizantes e a preocupação de que o cronograma de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) não seja comprometido. Por isso, a minha emenda permite que as doses sejam adquiridas com recursos privados, desde que o governo federal autorize. Não estamos defendendo a inclusão dos atletas em grupos prioritários para a vacinação, mas apenas a imunização em tempo hábil até a realização dos Jogos", diz a senadora (PSB-DF).

Em pauta na primeira sessão do Senado Federal neste ano, o PLV 43/2020 autoriza o Brasil a integrar o projeto Covax Facility, aliança internacional que pretende garantir o acesso dos países a uma vacina contra a covid-19.

Pelo projeto, a adesão à aliança vai "proporcionar o acesso do país a vacinas seguras e eficazes contra a covid-19, sem prejuízo à eventual adesão futura a outros mecanismos ou à aquisição de vacinas por outras modalidades".

No momento, o Brasil já tem garantidos 180 atletas na Olimpíada, com previsão de ter, no total, entre 270 e 300. Para a Paralimpíada, a estimativa é de 230 paratletas, totalizando cerca de 530 esportistas que seriam vacinados, pela emenda da senadora. A conta incluiria ainda as comissões técnicas de cada modalidade ou equipe e dirigentes.

Adotando tom político, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) evita comentar a proposta, já ventilada anteriormente, de vacinar os atletas para os Jogos. Em recente entrevista, o diretor-geral Rogério Sampaio afirmou que o COB vai seguir estritamente as definições do Ministério da Saúde, sem abrir qualquer exceção para esportistas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.