Fabiana diz que concentração foi fundamental contra o Japão

Jogadoras brasileiras dizem que equipe jogou bem, mas mesmo assim sofreu em alguns momentos da partida

EFE,

19 de agosto de 2008 | 07h36

A meio-de-rede Fabiana, da seleção brasileira de vôlei, apontou a concentração como um dos principais fatores que contribuíram para a vitória sobre o Japão nesta terça-feira, que classificou o time para a semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim.Veja também: Brasil vence e chega à semifinal no vôlei feminino em Pequim A campanha brasileira na Olimpíada de Pequim"A concentração é fundamental, a individual e a coletiva. Muitas vezes essa é a diferença entre conseguir ou não um bom bloqueio e um arremate. O físico e a altura são importantes, mas a cabeça é mais em muitas ocasiões", explicou."Os Jogos Olímpicos são diferentes de qualquer outra competição pelo interesse que suscita entre torcedores de todo o mundo. E isso acrescenta pressão às jogadoras e faz com que seja mais difícil pensar só em fazer as coisas bem em quadra", avaliou a meio-de-rede."A responsabilidade é grande, porque todos nos dão como favoritas para a medalha de ouro e nós não queremos decepcionar ninguém", acrescentou Fabiana, que disse ainda não ter preferências com relação ao adversário do Brasil nas semifinais.BOM JOGOPara a líbero Fabi, o Brasil teve uma boa atuação diante do Japão. "O Japão tem algumas jogadoras altas e um bom bloqueio. Não foi fácil passar por elas. Isso complicou nosso jogo nos dois últimos sets, mas continuamos atuando com seriedade e chegamos às semifinais".Fabi admitiu que a equipe jogou com uma certa tensão na partida desta terça, já que na fase de mata-mata qualquer erro pode significar o fim do sonho do ouro olímpico."As partidas de quartas-de-final sempre têm muita pressão. Jogamos tensas hoje porque sabemos que não há mais espaço para erros. Felizmente, tudo acabou bem".Em relação ao favoritismo do Brasil, que venceu seis partidas e não perdeu nenhum set até o momento, a líbero preferiu adotar a cautela e disse que a equipe precisa "seguir trabalhando"."Todo mundo nos aponta como favoritas e isso só representa mais pressão para a equipe. Nós queremos ganhar o ouro, é nosso sonho, mas ainda não sabemos se vamos conseguir. Por enquanto, estamos jogando bem e é preciso seguir trabalhando forte", concluiu.MOMENTOS RUINSDe acordo com Paula Pequeno a seleção, apesar do triunfo, o Brasil não jogou como equipe em alguns momentos."Jogar com disciplina nem sempre é fácil. Ganhamos bem o primeiro set e isso trouxe um pouco de desconcentração. Nesse momento, cada uma tenta jogar por sua conta, e com isso o desempenho cai de forma imediata. Não é que relaxamos, é que não jogamos como equipe em alguns momentos da partida", afirmou.Para Paula, as japonesas impuseram inúmeras dificuldades ao Brasil, apesar do placar dilatado. "As japonesas nos surpreenderam em alguns momentos, porque também sabem jogar e tem duas meio-de-rede muito altas" concluiu.

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