Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Fabiana Murer busca 'acerto de contas' olímpico no Rio-2016

Brasileira é vice-líder do ranking mundial do salto com vara

Gonçalo Junior, Estadão

16 de agosto de 2016 | 05h00

Fabiana Murer inicia sua participação nas eliminatórias do salto com vara do Rio-2016 hoje, às 9h45, no Engenhão, como a principal esperança de medalha do atletismo brasileiro.

Dois fatores justificam o otimismo. O primeiro é a melhor marca da carreira (4,87 m) que ela alcançou no Troféu Brasil no mês de julho e que a colocou na vice-liderança do ranking mundial. O segundo é a ausência da arquirrival Yelena Isinbayeva, que tentaria o tricampeonato olímpico, mas foi afastada dos Jogos por causa do escândalo de doping na Rússia.

O retrospecto favorável, no entanto, convive com uma lesão recente. Há um mês, a saltadora descobriu uma hérnia cervical. Ela preferiu não competir na Diamond League de Londres. Voltou ao Brasil, cumpriu toda a programação de treinos e fez sessões de fisioterapia para chegar no Rio o mais perto possível dos 100%. “Saí contente do último treino. Cada dia para mim é importante. Fui ganhando dia a dia, treino a treino, a força no braço e no ombro”, disse a saltadora.

Elson Miranda, técnico de Fabiana, avalia que é preciso atenção para chegar à final, marcada para a noite de sexta-feira. “A Fabiana foi melhorando gradativamente e dá para passar à final. Ela vai precisar ter atenção”.

Os Jogos do Rio, terceira e última Olimpíada da atleta de 35 anos, representam a chance de um acerto de contas com sua história olímpica. Ela busca o título que falta em uma carreira marcada por títulos internacionais. Em Pequim, ela ultrapassou os 4,45 m, mas sumiram as varas que ela usaria para saltar os 4,55 e 4,65. Perdeu a concentração e acabou em 10.º lugar. Quatro anos mais tarde, ela não se sentiu segura com as condições do vento e terminou em 14.º lugar com 4,50 m.

A trajetória não deve ser fácil. No salto com vara feminino, pelo menos sete atletas têm chances reais de medalha com marcas entre 4,80 m e 4,87 m. Entre elas estão a grega Ekateríni Stefanídi, a cubana Yarisley Silva, a norte-americana Jennifer Suhr, além da própria brasileira.

“Estou confiante em chegar bem na classificação. Estou indo fazer a minha prova”, disse a saltadora. /G.Jr.

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