Fabiana Murer chega ao Brasil e reafirma que não volta a China

Brasileira ficou decepcionada com a organização dos Jogos e disse que quase deixou as compras em Pequim

Redação, estadao.com.br

20 de agosto de 2008 | 13h18

A saltadora Fabiana Murer desembarcou nesta quarta-feira em São Paulo. De cara, deu para perceber que a brasileira ficou mesmo abalada após a disputa do salto com vara nos Jogos Olímpicos de Pequim. O sumiço de uma de suas varas em pleno Estádio Nacional de Pequim, deixou a brasileira traumatizada. "Para lá [China] eu não volto. Fiquei com tanta raiva do que aconteceu que até as lembracinhas que comprei pensei em deixar por lá mesmo. Mas acabei trazendo", declarou Fabiana.     Preocupada com a seqüência de sua carreira e as provas na Europa nos próximos meses, Fabiana Murer disse que já vai começar de novo a pegar forte nos treinamentos. Nesta quarta-feira, ela falou que vai fazer um treino leve. "Vou dar uma corridinha e fazer alguns exercícios. O técnico [Élson Miranda] mandou treinar", brincou a atleta brasileira.   Fabiana Murer disse que o pensamento agora é para frente. Nada de ficar remoendo o ocorrido. "Tenho de retomar a minha vida e as competições. Semana que vem eu vou para a Suíça, depois Bélgica e Alemanha", disse a brasileira que não conseguiu dissimular a raiva com a China. "Tem uma etapa em Xangai, mas não volto."   O lamento maior foi a maneira que chegou ao Brasil. Fabiana Murer esperava outro tipo de recepção. "Imaginei que seria recebida aqui com muita festa, mas queria que fosse com medalha", falou atleta que mostrou aos jornalistas a carta enviada a ela pelo Bocog (comitê organizador dos Jogos de Pequim), onde pedem desculpas pelo sumiço da vara, mas falam também que a atleta deveria ter cuidado do equipamento.   "Eu já refleti bastante sobre o que aconteceu e vou voltar mesmo a competir esse ano. Foi terrível a situação, mas já passou. Não adianta mais ficar pensando. Já chorei muito por lembrar disso tudo, mas estou calma agora", explicou a atleta que disse ter conversado com o ginasta Diego Hypólito, que caiu no seu exercício de solo e era esperança máxima de medalha para o Brasil.   "Cheguei a encontrar o Diego [Hypólito] e consolei ele um pouco. Depois do que aconteceu comigo em Pequim, algumas pessoas do atletismo e da natação fizeram a mesma coisa comigo. Tudo o que eu falei para o Diego também me serviu quando eu precisei", finalizou a brasileira do salto com vara.

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