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Fabiane Hukuda relembra quando distribuiu sanduíches para ajudar colegas reservas

Judoca fez parte da equipe titular nos Jogos de Atenas-2004

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2016 | 05h00

No Mundial Júnior de Judô da Túnisia, no ano de 2000, a judoca Fabiane Hukuda se tornou a primeira mulher brasileira campeã mundial da modalidade e fez história no esporte brasileiro. Quatro anos antes, ela já havia sido reserva na Olimpíada de Atlanta e, quatro anos depois, seria titular em sua principal Olimpíada: a de Atenas-2004.

Na Grécia, Fabiane não conquistou a tão sonhada medalha, como já havia feito em Jogos Pan-Americanos, em que foi duas vezes bronze (em 1999 e em 2003), porém, a convivência no maior evento esportivo do mundo marcou a vida de Fabiane de outras formas.

Em um dos episódios bem-humorados de sua história olímpica, ela relembra quando fez o papel de 'entregadora' de hambúrgueres para equipe B em Atenas após uma de suas lutas: "A equipe principal ficava na Vila Olímpica e os reservas tinham de ficar na cidade por conta própria. No dia da competição, depois da minha luta, fui para a arquibancada para falar com eles, que estavam ali, na torcida. Eles me disseram que estavam com fome iam no McDonald's".

"Porém" - continua Fabiana - "nós sabíamos da dificuldade deles em se manter ali. Foi quando eu e a Daniela Polzin, da categoria até 48kg, pedimos para o pessoal esperar e fomos, nós duas, até a Vila Olímpica. Lá dentro, o McDonald's é gratuito, então pedimos 15 Big Macs, pegamos vários isotônicos na geladeira, voltamos até o ginásio, e saímos distribuindo os hambúrgueres para todo mundo que estava ali! Foi um fato um tanto engraçado na hora. Eu acho que é bem coisa de brasileiro mesmo!".

Após representar a seleção brasileira durante 10 anos, Fabiane naturalizou-se austríaca em 2006 e defendeu a seleção do país até o ano de 2009, quando deixou a vida de atleta, mas não abandonou o universo olímpico. Desde 2011, ela é também é professora de judô.

Mas não é só isso: desde então, Fabiane também passou a se dedicar à massoterapia e terapias da medicina chinesa. Ela vem tratando da seleção olímpica do Egito na Aclimatação na cidade de Santos. Desta forma, ela volta a viver um ambiente olímpico mesmo após a aposentadoria, porém, desta vez, um pouco mais longe dos tatames.

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