Fiba Americas|Divulgação
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Família e política estão nos planos das atletas de basquete após Jogos

Aos 34 anos, Iziane cogita ser vereadora quando encerrar carreira

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

17 de maio de 2016 | 16h49

A Olimpíada do Rio marcará o fim de uma geração na seleção feminina de basquete. Aos 37 anos, a armadora Adrianinha e, aos 34, a ala Iziane não titubeiam ao falar do encerramento da carreira. Os sonhos das jogadoras envolvem principalmente família e esporte, mas até política está nos planos para o futuro. 

"Além das dores, o dia a dia é árduo. Jogo profissionalmente há 17 anos, a cobrança é diária, a gente tem de cuidar do corpo até na nossa folga para estar bem para a próxima temporada. É complicado, tem uma hora que o desgaste é notório. Venho analisando há um tempo, acho que chegou o momento", diz Iziane.

Com passagem por times da Europa e da WNBA (liga feminina de basquete norte-americana), a jogadora filiou-se ao PSL (Partido Social Liberal) no Maranhão e cogita lançar sua candidatura para vereadora em São Luís. "Me filiei para estar à disposição no futuro. No Maranhão, a gente não tem uma mesa de políticos que defendam o esporte", explica.

Adrianinha trabalha para se recuperar de uma lesão no tendão de Aquiles do pé direito para poder defender o time comandado por Antonio Carlos Barbosa nos Jogos Olímpicos do Rio. Essa é a terceira passagem da jogadora pela seleção, mas ela garante ser a última. O primeiro adeus foi anunciado após a Olimpíada de Londres, em 2012, a segunda despedida ocorreu dois anos mais tarde, quando a equipe foi eliminada do Mundial da Turquia.

"A primeira vez foi frustração por resultado, a segunda porque achei que já tinha encerrado meu ciclo mesmo. Mas não tem como recusar a oportunidade de jogar uma Olimpíada em seu país. Fico feliz com essa chance", conta.

O foco depois dos Jogos do Rio será a família. O esporte, no entanto, continuará tendo espaço em sua vida. "Quero ter mais um filho. E também vejo que posso ajudar o basquete do outro lado, ser técnica, ter projetos sociais para crianças", projeta a armadora.

O basquete também tem lugar cativo nos projetos de Iziane. "Nunca vou abandonar o basquete, o esporte me ensinou tudo o que sou. Já falei no Sampaio Corrêa, no Maranhão, se for para trabalhar como dirigente, estou dentro, na própria CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e no COB (Comitê Olímpico do Brasil). Estou dentro de tudo o que estiver envolvido com esporte", afirma.

Já a pivô Kelly tenta aceitar que sua passagem pelo time nacional está com os dias contados. "Os números indicam que é a minha última Olimpíada (risos). Tenho outros planos, estou fazendo arquitetura, sou casada e pretendo ter filhos. A transição é muito difícil. Estou indo devagar para não ter um choque", comenta a jogadora de 36 anos.

 

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