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Família não doará órgãos de PM que teve morte cerebral no Rio

Hélio Vieira Andrade foi baleado ao entrar por engano no Complexo da Maré

Suellen Amorim, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 12h34

Parentes do soldado Hélio Vieira Andrade, de 35 anos, decidiram não doar os órgãos do agente, que teve morte cerebral diagnosticada na noite desta quinta-feira. A mãe do militar, Martinha Vieira Andrade, e o cunhado, Antônio Deydson Sousa da Câmara, depois de conversar com um psicólogo do Rio Transplante, nesta sexta-feira, optaram por não fazer a doação. Os dois se deslocaram para o Rio e foram para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na zona norte da capital fluminense, onde o militar foi socorrido.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o procedimento agora é manter o soldado vivo, monitorando os batimentos cardíacos até que eles parem naturalmente. Não há previsão para quando isso vá acontecer.

"Estamos no hospital, conversando com os médicos", disse Câmara à reportagem do Estado. "Ainda não sei qual vai ser o procedimento. É uma perda muito grande para a família", acrescentou.

Policial militar em Roraima e integrante da Força Nacional de Segurança, Vieira participava do esquema de proteção policial à Olimpíada. Foi baleado na cabeça na quarta-feira, depois que o veículo em que estava entrou por engano na Vila do João, comunidade do Complexo da Maré dominada por traficantes, e criminosos abriram fogo contra o carro. Um outro policial militar, o capitão Allen Marcos, das PM do Acre, sofreu ferimento no rosto, mas está fora de perigo.

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