João Pires/Fotojump
João Pires/Fotojump

Fase final da Superliga vira vitrine por vaga na Olimpíada

Jogadoras querem provar ao técnico José Roberto Guimarães que podem fazer parte do grupo da seleção

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2016 | 17h00

O técnico José Roberto Guimarães, bicampeão olímpico com a seleção feminina de vôlei, respira os Jogos do Rio diariamente. Ele sabe que a missão será muito complicada, como foi em Pequim-2008 e Londres-2012, mas entende também que o Brasil possui diversas atletas talentosas com chance de vestir a camisa da equipe.

Por isso, está de olho na fase final da Superliga feminina, que começou na sexta-feira. Para o treinador, todo talento é bem-vindo à seleção. “Sempre pode aparecer alguma novidade na Superliga. Eu ficaria muito satisfeito. Ano passado os Estados Unidos apresentaram duas jogadoras novas que eu nunca tinha visto jogar, a oposto Karsta Lowe e a levantadora Molly Kreklow”, explica.

Por isso, ele deixa as vagas abertas e garante que as portas não estão fechadas. “Claro que existe uma base que vem sendo trabalhada há alguns anos, mas tudo pode acontecer. A seleção tem de estar sempre apta a receber novas jogadoras. Estamos acompanhando os campeonatos no Brasil e no mundo e esperamos que as jogadoras cheguem bem no treinamento e possam disputar a Olimpíada.”

Uma posição que está indefinida é a de central. Thaísa e Fabiana são nomes certos nos Jogos do Rio, mas a terceira vaga tem uma disputa acirrada. Carol e Juciely, do Rexona-AdeS, e Adenizia, do Vôlei Nestlé, brigam por um espaço. “O playoff oferece essa oportunidade de mostrar nosso trabalho. Nesses jogos conseguimos mostrar o quanto estamos nos dedicando, o quanto estamos correndo atrás”, diz Juciely.

Sua companheira de equipe Carol concorda e lembra que o próprio Zé Roberto deixou claro na seleção brasileira que o futuro dependeria da condição das atletas no clube. “Ele fez questão de frisar que o tempo era curto e que a preparação teria de começar ao longo da Superliga. Acredito que a gente aqui, no Rexona-AdeS, está bem com isso. Na verdade, nem precisa falar. Todo mundo sabe como o Bernardinho cobra suas atletas. Você precisa estar sempre focada, sempre bem preparada”, afirma a jogadora.

Adenizia esteve na campanha vitoriosa nos Jogos de Londres e já sentiu o gostinho de subir ao lugar mais alto do pódio. Ela sabe que tem de mostrar serviço para ir para mais uma Olimpíada. “Acho que qualquer atleta depende apenas de si para conseguir seus objetivos. É preparação, foco, concentração, e eu estou bastante motivada.”

Ela sabe que a concorrência é grande, mas garante que vai fazer de tudo para ser convocada novamente. “Sei que tenho uma disputa muito grande na minha posição, a Juciely e a Carol estão vindo muito bem, só que eu também estou buscando meu espaço. Sei que preciso continuar trabalhando bem e treinando forte”, avisa. 

Para as atletas, a fase final da Superliga é uma boa vitrine para mostrar ao técnico que elas têm condições de ajudar na busca pelo tri olímpico.

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