Eric Gaillard/Reuters
Eric Gaillard/Reuters

Federações criam força-tarefa para discutir programas antidoping

Presidente do COI sugeriu a criação de um órgão independente

Estadão Conteúdo

25 de novembro de 2015 | 10h14

Preocupada com as recentes denúncias de doping, principalmente no atletismo, a Associação das Federações Internacionais de Esportes Olímpicos de Verão (ASOIF, na sigla em inglês) criou uma força-tarefa para analisar os atuais programas antidoping dos seus filiados e propor novas ações para coibir casos recorrentes no esporte mundial.

O grupo vai discutir "as atividades antidoping atuais e custos envolvidos" das 28 federações filiadas à entidade. A ASOIF diz que os resultados do estudo vão fornecer material precioso para a discussão sobre a criação de uma entidade independente" para avaliar os casos de doping.

No mês passado, lideranças olímpicas se reuniram para discutir ações neste sentido e chegaram à conclusão de que o controle antidoping deve ser retirado do âmbito das federações nacionais para ganharem mais credibilidade. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, sugeriu a criação de um órgão independente que seja integrado à Agência Mundial Antidoping (Wada).

A preocupação com o controle nacional sobre casos de doping aumentou nos últimos meses por causa dos seguidos casos no atletismo da Rússia. Em relatório independente, a Wada denunciou no mês passado o doping sistemático no atletismo russo e revelou que o esquema contava com a conivência da Agência Antidoping da Rússia (Rusada).

A Rusada acabou sendo descredenciada pela Wada, em decisão unânime do seu Comitê Executivo. E, a partir de agora, todos os exames antidoping colhidos na Rússia, independente da modalidade, serão realizados fora do país, em laboratórios estrangeiros.

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