Michael Buholzer|AFP
Michael Buholzer|AFP

Fifa testará quarta substituição na Olimpíada

Entidade dá sinal verde para mudança na regra do jogo

Estadão Conteúdo

18 de março de 2016 | 11h56

Ainda em busca de mudanças para apagar a queda da credibilidade após o maior escândalo da história do futebol, o Comitê Executivo da Fifa se reuniu mais uma vez nesta sexta-feira para discutir extensa reforma na modalidade. Entre os temas em debate, estava a possibilidade da realização de uma quarta substituição nas partidas que forem para a prorrogação. A proposta já havia sido aprovada pela International Board, entidade que gerencia as regras da modalidade, e agora passou também no crivo da Fifa. A quarta substituição em partidas que forem para a prorrogação será colocada em prática em caráter experimental nos Jogos Olímpicos do Rio.

A quarta substituição poderá ser realizada somente na segunda fase da competição, uma vez que só estas partidas podem ir para a prorrogação, e até pela possibilidade de sequer testar a mudança, já que a Olimpíada pode terminar sem jogos no tempo extra, a Fifa aprovou outro teste. A nova regra também será implementada na Copa do Mundo Sub-20 de Futebol Feminino, na Papua Nova Guiné.

Entre as outras medidas debatidas nesta sexta-feira, o Comitê Executivo também aprovou uma nova meta financeira para 2016, um dia depois de divulgar um balanço das contas da entidade em 2015. Pela primeira vez desde 2002, a Fifa terminou o ano com prejuízo, de US$ 122 milhões. A entidade ainda aprovou a implementação de um calendário para o futebol feminino, além de ratificar os horários das partidas da Copa das Confederações de 2017 e da Copa do Mundo de 2018, ambas na Rússia. A abertura e a decisão do Mundial acontecerão às 18 horas (local). Haverá, ainda partidas, disputadas às 13h, 15h, 16h, 17h, 19h, 21h, 22h no horário local.

Todas estas inovações e explicações fazem parte da nova proposta de mais transparência da Fifa. A entidade ainda está com a imagem bastante manchada depois do escândalo de corrupção que estourou no ano passado e que terminou com a prisão de diversos dirigentes, além da suspensão de nomes como os de Joseph Blatter, Jérôme Valcke, entre outros.

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