Filho de Torben Grael sai na frente em disputa por vaga olímpica na vela

Se na 49erFX Martine Grael já está convocada para defender o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, entre os homens, na 49er, o irmão dela deu o primeiro passo para também estar no Rio. No domingo, Marco Grael e Gabriel Borges ficaram à frente de Dante Bianchi e Thomas Lowbeer no Campeonato Sul-Americano, realizado em Buenos Aires, na Argentina, com a participação de grande parte dos melhores do mundo.

Estadão Conteúdo

09 de novembro de 2015 | 15h45

Como ao longo dos últimos dois anos nenhum dos dois barcos da seleção se sobressaiu ao outro, a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) definiu que se uma das duplas ficasse à frente da outra tanto no Sul-Americano quanto no Mundial, esta seria convocada para a Olimpíada.

Na vela, os campeonatos continentais (ou nacionais) não contam apenas com os barcos daquela região (ou país). O Sul-Americano, por exemplo, foi vencido por uma dupla da Nova Zelândia, seguida de dois times austríacos. Marco Grael/Gabriel Borges ficou em 12.º, com Dante Biachi/Thomas Lowbeer em 15.º. Considerando apenas os barcos da América do Sul, eles foram terceiro e quarto, respectivamente.

Agora, se Marco Grael chegar à frente de Dante Bianchi no Mundial, a vaga olímpica é dele e de Gabriel Borges. A competição começa na próxima segunda-feira, dia 16, também em Buenos Aires - por isso os melhores do mundo já estavam na Argentina desde a semana passada.

Dante e Thomas só garantem a vaga olímpica desde já se chegarem entre os 15 primeiros com o dobro mais um de posições à frente de Marco e Gabriel (se terminarem em 14.º, por exemplo, os rivais têm que ficar de 29.º para baixo). Caso Dante e Thomas cheguem à frente, com diferença menor, a corrida olímpica fica empatada e será definida na Copa Brasil de Vela.

No feminino, Martine Grael e Kahena Kunze levaram a pior no confronto direto contra Ida Marie Baad Nielsen/Marie Thusgaad Olsen, da Dinamarca, e ficaram com a prata no Sul-Americano. Esses dois barcos são amplos favoritos a brigarem pelo ouro no Mundial.

MAIS IRMÃOS GRAEL - A classe Star não faz mais parte do programa olímpico, mas não deixou de ser uma das mais importantes da vela internacional. Paralelamente ao Sul-Americano de 49er foi realizado o Mundial de Star, também com a presença de dois irmãos Grael, mas de uma geração anterior.

Apesar de ter tido uma perna amputada em 1998, Lars Grael conquistou o título mundial da Star pela primeira vez, competindo junto com Samuel Gonçalves, velejador formado no projeto social dos Grael. Marcelo Fuchs/Ronald Seifert faturou a prata para o Brasil. Pai de Marco e Martine, Torben Grael, que é também o técnico-chefe da seleção brasileira de vela, foi mal nas últimas regatas e terminou só em sétimo com Guilherme de Almeida.

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