Força das medalhas cubanas vem de dentro dos ringues

País aposta no talento de seus lutadores para chegar nas dez finais do boxe

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2016 | 07h00

Em grave crise econômica e sem condições de investir em suas equipes de esporte coletivo, Cuba aposta na força que vem dos ringues para obter um bom número de medalhas no Rio. Dos 90 mil esportistas com condições de representar o país em competições internacionais, 20 mil são boxeadores, orientados por 500 técnicos.

Robeisy Ramírez (56 quilos), Lázaro Álvarez (60 kg), Roniel Iglesias (69 kg), Julio César La Cruz (81 kg) e Erislandy Savón (91 kg), sobrinho da lenda Felix Savón, tricampeão olímpico, são apontados como grandes favoritos à medalha de ouro.

Em agosto, os cubanos voltam a disputar uma olimpíada com um time forte de boxe, após os problemas de deserção ocorridos antes de Pequim-2008, que aniquilou com as pretensões de pódio. Das 208 medalhas conquistadas pelos cubanos, a nobre arte é responsável por 67. Detalhe: em Cuba não se disputa lutas femininas de boxe, apesar de serem aprovadas pelo público. As mulheres lutam em três categorias.

Outra modalidade que promete ajudar a manter Cuba entre os primeiros países no quadro de medalhas é a luta greco-romana. O grandalhão Mijaín Lopez, bicampeão olímpico e cinco vezes campeão mundial na categoria 130 quilos, vai brigar pelo ouro.

Segundo Jorge Polo, vice-presidente do Instituto Cubano de Esporte, Educação Física e Recreação (Inder), a meta é se manter entre as potências. A delegação deverá desembarcar no Rio com cerca de 130 atletas, distribuídos em 15 modalidades.

O melhor desempenho de Cuba foi em Barcelona-1992, quando ficou em quinto lugar, com 31 medalhas, 14 de ouro.

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