Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Kiichiro Sato/AP
Fuso horário será o desafio das TVs nas transmissões da Olimpíada de Tóquio. Kiichiro Sato/AP

Fuso horário será o desafio das TVs nas transmissões da Olimpíada de Tóquio. Kiichiro Sato/AP

Fuso horário será o desafio das TVs nas transmissões da Olimpíada de Tóquio

Globo, SporTV e BandSports farão o torcedor se sentir em Tóquio e apostam em evento inovador e tecnológico

Paulo Favero, enviado especial/TÓQUIO , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Fuso horário será o desafio das TVs nas transmissões da Olimpíada de Tóquio. Kiichiro Sato/AP

O desafio das três emissoras brasileiras que possuem os direitos de transmissão dos Jogos de Tóquio será trabalhar com o fuso horário desfavorável de 12 horas e fazer uma cobertura diante das grandes restrições impostas pela pandemia. Pequim-2008 foi parecido, mas não tinha covid-19. Profissionais da Globo, SporTV e BandSports estão no Japão e uma outra grande parte ficou no Brasil para dar suporte ao trabalho. Geralmente, todos embarcam na aventura. Desta vez, não.

Segurar o torcedor acordado na madrugada não será fácil. As atrações esportivas ainda têm um outro problema: a falta de público nas arenas. Quando os estádios e os ginásios estão lotados, com torcedores animados e de toda parte do mundo, há muito mais interesse em ficar diante da TV acompanhando a festa. Não será assim em Tóquio, como todos sabem. O Comitê Olímpico Internacional (COI), com seus pares na organização do evento, decidiu tirar o público de cena por causa da pandemia. Isso que dizer que as imagens e o som vindos das provas não serão como nas outras edições. O foco, portanto, será no atleta, seus gestos e suor.

O esporte mundial conviveu com isso durante os últimos quinze meses, com o silêncio dos estádios e das arenas, principalmente no futebol, mas também em outras modalidades. Tóquio não quis correr riscos.

Segundo Renato Ribeiro, diretor de conteúdo do Esporte da Globo, essa edição da Olimpíada será multiplataforma. “A edição já nasce histórica por todo seu contexto. Veremos nos atletas a representação da resiliência, superação, emoção, força de vontade, da própria união dos povos em um tempo tão difícil. Mas são muitos os desafios, de saúde, logísticos e de tecnologia”, diz. “Os desafios impostos pela pandemia são grandes. Nosso desafio é que não causem impacto na qualidade da entrega de conteúdo”, diz.

A pandemia provocou uma mudança de rumo na cobertura do Grupo Globo. A primeira delas foi reduzir o número de profissionais em Tóquio, credenciando apenas um time imprescindível para realizar a cobertura in loco, mas com quase 500 profissionais no total, incluindo os que ficaram no Brasil. Outra mudança sensível foi tirar o projeto do estúdio na Baía de Tóquio e levá-lo para o Rio de Janeiro, a mais de 18 mil quilômetros de distância.

“A ideia é que o público se sinta em Tóquio. Será um estúdio com tecnologia, com quase 80 metros quadrados de telões de LED em uma amplitude de 270°. Usaremos realidade virtual e teremos três câmeras na sede dos Jogos, transmitindo ao vivo imagens para o estúdio. Quando for noite no Japão, é essa a imagem que o público verá. Não vamos dizer que estamos em Tóquio, mas o estúdio será uma janela virtual para termos a sensação de estar lá”, revela.

O Grupo Globo vai ter muitos comentaristas. Se antes da pandemia a quantidade era mais limitada, por custos de viagem e número de credenciais, agora esses especialistas poderão participar da cobertura no Brasil mesmo. “Convidamos mais de 100 ex-atletas de 50 modalidades olímpicas para estarem na cobertura”, diz Ribeiro.

COBERTURA OLÍMPICA

Outra opção para o telespectador será o BandSports, que foi fundado em 2002 e vai para sua quinta Olimpíada consecutiva. É canal fechado. Até por isso, o investimento tem sido grande para fazer uma ótima cobertura. “O desafio é poder levar para o assinante o que de melhor estiver acontecendo na madrugada. Por causa do fuso horário, precisamos fazer uma programação jornalística que seja atraente para segurar o telespectador ao longo do dia também”, diz Denis Gavazzi, da BandSports.

Nesta semana, a emissora virou um “canal olímpico”, com toda a programação voltada para os Jogos de Tóquio. Nomes como o ex-jogador de futebol Neto (que foi prata nos Jogos de Seul, em 1988), Henrique Guimarães (judô) e Marcelo Negrão e Fofão (vôlei) estão entre seus comentaristas. “É um time muito forte”, diz Gavazzi.

A meta do BandSports é ter 24 horas de Olimpíada por dia, sendo metade delas com transmissões ao vivo e a outra parte com programas de análise e notícias.

A TV Globo terá mais de 200 horas de transmissões, enquanto o assinante do SporTV, com quatro canais voltados para os Jogos, estarão 840 horas no ar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Canal Olímpico do Brasil aposta nos bastidores dos Jogos de Tóquio-2020

Iniciativa é uma opção a mais do que a cobertura tradicional da Olimpíada no Japão

Paulo Favero, enviado especial/TÓQUIO, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2021 | 05h00

Os bastidores dos atletas nacionais nos Jogos de Tóquio-2020 estão sendo mostrados pelo Canal Olímpico do Brasil, uma opção a mais do que a cobertura tradicional. O torcedor pode acompanhar através do site (www.canalolimpicodobrasil.com.br) e o projeto nasceu no fim do ano passado, em novembro. Desde então o crescimento tem sido satisfatório. Desde que surgiu, 33 eventos ao vivo de 23 esportes foram exibidos.

A parceria do Comitê Olímpico do Brasil (COB) com a TV NSports, que opera via streaming, ajudou a preencher uma lacuna de oferecer mais conteúdos em vídeos para os torcedores. São conteúdos com a assinatura do COB. “O sucesso foi quase instantâneo, ganhou força e mostrou ter potencial para resolver um problema que teríamos nos Jogos, que era distribuir conteúdos e as pessoas poderem ver a Olimpíada sem estar em Tóquio. Na época, a gente nem sabia que seria uma edição sem público”, explica Manoela Penna, diretora de comunicação e marketing do COB.

Com a possibilidade de exibir todo o conteúdo que conseguisse produzir, ela tratou de montar o projeto olímpico para os Jogos Olímpicos de Tóquio. “A gente não tem os direitos de transmissão, mas a gente tem uma joia que são nossas oito bases e nelas o conteúdo é nosso. Então queríamos mostrar isso às pessoas”, conta, lembrando que reforçou a equipe do comitê com profissionais que são capazes de trabalhar nas diferentes plataformas.

“Trouxemos até editores para cá, temos ainda editores de plantão no Brasil, nossas coletivas estão sendo realizadas no canal e trouxemos a Glenda Kozlowski (que também está no BandSports) para produzir boletins diários à noite e fazer a primeira entrevista com o medalhista nas bases. O canal vai mostrar um lado diferente dos Jogos Olímpicos de Tóquio e dar visibilidade a todos os atletas e modalidades”, avisa.

Desde que surgiu, o Canal Olímpico do Brasil teve em média 37 minutos de permanência de cada espectador, sendo 13 milhões de minutos assistidos no total. “Acredito que ainda vai crescer bastante. Só para se ter uma ideia, acabamos de bater 300 mil seguidores no Instagram. Queremos mostrar algo que ninguém vê, seja a operação de uniforme, a alimentação, o momento de relaxamento dos atletas, a interação das equipes. Tem muita coisa bem saborosa”, diz Manoela.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Em ação, novos ângulos e a realidade virtual na Olimpíada de Tóquio

Empresa do COI garante que o telespectador terá uma experiência inédita na competição

Paulo Favero, enviado especial/TÓQUIO, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2021 | 05h00

A OBS, empresa do Comitê Olímpico Internacional (COI) e responsável pela produção audiovisual dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, garante que o telespectador terá uma experiência inédita na competição graças aos novos recursos tecnológicos de produção de conteúdo. A promessa é de ângulos de câmeras nunca antes vistos nas provas e realidade virtual.

Com riqueza de detalhes nas diversas modalidades esportivas, a OBS diz adotar uma tecnologia de alta qualidade aliada à ultra definição, oferecendo detalhes mais realistas e cores mais vivas. Outra possibilidade será a repetição de uma imagem em 360 graus, conhecida como efeito Matrix, por permitir a visualização da ação em câmera bem lenta e por ângulos distintos.

A transmissão oficial dos Jogos explorará ainda mais os dados estatísticos em relação à última edição no Rio e terá inserções gráficas nas transmissões para levar a experiência visual a outro patamar. Entre as novidades estão dados de velocidade máxima de um corredor dos 100m rasos ou os batimentos cardíacos em tempo real de uma atleta do tiro com arco.

“Vamos mostrar em detalhes a performance dos arqueiros mediante a visualização de dados biométricos. Em uma parceria com a Panasonic, a OBS vai usar a tecnologia de sinais vitais à distância para monitorar a frequência cardíaca ao vivo. Quatro câmeras a 12 metros de distância do atleta vão focar o rosto do competidor e mostrar as leves mudanças na cor da pele geradas pelas contrações dos vasos sanguíneos”, diz a OBS.

Outra tecnologia, a Intel True View, vai permitir a captação de vídeos que, processados em conjunto, reproduzirão repetições em 360° e imagens congeladas. Para isso, foram instaladas 35 câmeras de 4K na arena que vai receber as partidas de basquete. 

Já nas cerimônias de abertura e encerramento, a cobertura ao vivo terá câmeras de 8K Super High Vision. A tecnologia também estará disponível em algumas provas de atletismo, no badminton, futebol, judô, natação, tênis de mesa e vôlei.

“A OBS produzirá aproximadamente 9.500 horas de conteúdo nas pouco mais de duas semanas de competição olímpica, número maior que a quantidade produzida por um canal de televisão internacional em um ano. Temos uma equipe profissional com pessoas de mais de 70 países e isso ajudará nas transmissões ao vivo nas 42 sedes de competição nos Jogos de Tóquio”, informou a OBS.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.