Futebol divide chineses entre Brasil e Argentina

Ronaldinho já é o jogador de futebolmais popular na China, sucedendo Ronaldo, mas o estilocadenciado da seleção argentina e a habilidade do meia Messiatraem da mesma forma hordas de fãs do esporte na sede dosJogos Olímpicos. Para a semifinal do torneio olímpico de futebol, nestaterça-feira, entre Brasil e Argentina, os torcedores chinesesdisputavam ingressos desde cedo para ver os ídolos. O preço dasentradas chegava a 1.250 reais cada nas mãos de cambistas. Emesmo com salários que não costumam bater em um quarto disso,vários chineses buscavam ingressos. "Vale o que for. Eu não vou para Barcelona para ver o Messi(no Barça). E não vou para Milão para ver o Ronaldinho (noMilan). Vou pagar para ver e lá dentro vejo para quem voutorcer", disse o pequinês Liu Xiaoping, empresário de 28 anos. O porteiro Chen Jintiao, 23, já torceu pela seleçãobrasileira, mas agora aderiu aos argentinos. Comprou ingressopara a semifinal assim que as vendas abriram, pagando oequivalente a 100 reais. Ele diz que este será o jogo da suavida. "Gosto mais do estilo da Argentina porque eles sãohabilidosos e são mais diretos. Gostava do Brasil, mas elesparecem arrogantes às vezes, quando ficam passando a bola de umlado para o outro sem criar nada", disse ele, que arrisca umplacar de 3 x 1 para os argentinos. A estudante Miki Cheung, 21, não liga para as críticas docompatriota. Fã de Ronaldinho, ela pagou o equivalente a 800reais para ver a partida no Estádio dos Trabalhadores.Confiante, já aceita pagar mais de 1,5 mil reais para assistirà final, na qual espera ver o Brasil enfrentar a Nigéria. "Eu acompanho a seleção brasileira sempre que posso e seique a Argentina não tem ganhado muito do Brasil nos últimostempos. Eu acho que vocês já estão na final", disse ela. Além das seleções sul-americanas, os chineses também gostamdas equipes da Itália e da Alemanha, uma vez que o fuso-horáriodesses países é mais adequado para os fãs de futebol queacompanham ligas nacionais. Na China é comum ver as camisas das seleções brasileira eda argentina e adereços dos maiores clubes italianos, emespecial o Milan e a Inter. No futebol masculino, vários chineses torceram pelo Brasilno confronto com a seleção local. A equipe do técnico Dungavenceu por 3 x 0 e em toda Pequim havia televisores ligados napartida.

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