Futebol masculino busca motivação para lutar pelo bronze

Dunga diz que vai buscar o bronze, mesmo achando que para o futebol brasileiro 'bronze é igual a lata'

Almir Leite, Agência Estado

21 de agosto de 2008 | 16h44

A medalha de ouro, que era o que interessava, ficou apenas no sonho. O jeito, agora, é tentar conquistar o bronze, para que as críticas e as dúvidas sobre a qualidade dos jogadores e o trabalho do técnico Dunga à frente da seleção brasileira não aumentem ainda mais. É assim, procurando um argumento para encontrar importância na disputa do terceiro lugar, que o Brasil enfrenta a Bélgica nesta sexta-feira, às 8 horas (de Brasília), no Estádio Olímpico de Xangai.   Veja também:   Veja também:  Pato diz que bronze no futebol deve ser visto com orgulho  Futebol masculino pode repetir em Pequim pódio de Atlanta  Brasil perde para a Argentina e sonho do ouro olímpico termina Brasil sempre chega em finais, por que não ganha?A campanha brasileira na Olimpíada de Pequim Brasil perde o ouro para os Estados Unidos no futebol feminino   "A gente queria o ouro, não deu, vamos buscar o bronze. A seleção tem de ganhar sempre", disse Dunga. O problema é que os atletas têm consciência de que, para o futebol brasileiro, medalha de bronze é igual a uma de lata." Pelo menos um jogador está motivado: o atacante Jô. Ele vai ser titular pela primeira vez na Olimpíada. "E vou dar o máximo por essa medalha", prometeu.   O volante Lucas não vai jogar porque foi expulso contra a Argentina, mas garante não considerar que o bronze nada valha: "A Olimpíada é o único lugar em que o terceiro lugar vale alguma coisa. Não sei se vai confortar, mas vamos tentar essa medalha."   A medalha de bronze, porém, não deve confortar os brasileiros pelo que se viu no treino desta quinta-feira. Jogadores cabisbaixos e que só no fim do trabalho arriscaram algumas poucas brincadeiras. Ao contrário do que acontece com a Bélgica, que promete comemorar bastante caso conquiste o terceiro lugar. "Para o Brasil não é nada, mas para nós será um feito histórico", resumiu o técnico Jean-François de Sart.

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