Gatlin minimiza vaias e valoriza medalha de prata nos 100m

Apesar da expectativa pelo ouro, o norte-americano Justin Gatlin se mostrou satisfeito com a medalha de prata conquistada neste domingo, na tradicional prova dos 100 metros, no Engenhão. No duelo direto com o jamaicano Usain Bolt, o campeão olímpico em Atenas-2004 não conseguiu repetir o feito na Olimpíada do Rio de Janeiro

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, Estadão Conteúdo

15 Agosto 2016 | 00h41

"Nós trabalhamos 365 dias por ano para estar aqui por nove segundos. Aos 34 anos, correr ao lado desses meninos e ainda conseguir chegar ao pódio traz uma sensação muito boa", disse o norte-americano, que registrou 9s89, atrás de Bolt, que anotou 9s81.

Curiosamente, o norte-americano ainda tem a melhor marca da temporada do mundo: 9s80. Se tivesse repetido o desempenho nesta noite, teria conquistado o ouro.

Sem sucesso na busca pelo título olímpico, Gatlin disse que a prata tem sabor de superação. Ele foi suspenso por quatro anos por doping. A primeira punição ocorreu em 2001. O episódio ficou no passado quando Gatlin conquistou o ouro nos 100m em Atenas-2004. Dois anos mais tarde, contudo, foi flagrado de novo e encarou quatro anos de suspensão. Quando voltou, encontrou um cenário já dominado por Bolt.

O norte-americano não se sentiu incomodado com as vaias dos brasileiros. "Existem muitos fãs (de Bolt) no Brasil e muitos fãs da Jamaica. Eles não me conhecem, mas eu trabalhei muito para chegar até aqui", minimizou Gatlin.

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