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Geisa Arcanjo quer novo patamar do Brasil no arremesso de peso

Atleta foi finalista em Londres e sonha com medalha no Rio

Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2016 | 16h55

"Pretendo ser a pessoa que vai levar o arremesso do peso do Brasil para uma outra categoria." A meta é da brasileira Geisa Arcanjo, e a ocasião escolhida é a Olimpíada do Rio de Janeiro. A atleta, que foi finalista em Londres-2012, sabe que os resultados são fundamentais nessa empreitada.

Buscar o recorde brasileiro do arremesso de peso é uma de suas pretensões. Hoje, a melhor marca do País pertence a Elisângela Maria Adriano, que registrou 19,30 metros em 2001. O recorde pessoal de Geisa é 19,02m, mas há quatro anos ela não chega tão longe. Para a atleta, este cenário é questão de tempo e estratégia.

No Troféu Brasil de Atletismo, em São Bernardo do Campo, o objetivo é chegar aos 18 metros. "Meu treinamento ainda está com uma carga muito alta, a gente treina cansado. Depois do Troféu Brasil, o treinamento vai mudar e vamos trabalhar muito mais velocidade. Essa mudança vai adicionar a metragem que eu preciso", explica.

Geisa tenta recuperar o tempo perdido depois de ter abandonado o esporte durante alguns meses em 2014. A arremessadora se arrepende profundamente da decisão. "Um atleta nunca vai conseguir levar uma vida normal. Foi uma das piores escolhas que eu poderia ter feito na minha carreira", analisa. Ela também admite que o ocorrido atrapalhou sua evolução, já que perdeu muito tempo para recuperar a forma física.

Por outro lado, a atleta de São Roque vê o intervalo na carreira com um aprendizado. "Isso me fortaleceu apesar do tempo que perdi. Hoje, sei o valor que o atletismo tem na minha vida", diz. E foi justamente essa paixão pelo arremesso de peso que fez Geisa repensar sua escolha. "O amor ao que eu faço foi o que me fez voltar, foi uma fase da minha vida que não soube levar muito bem."

O auxílio do técnico cubano Justo Navarro, que a orienta desde 2010, tem sido fundamental para recuperar a confiança da arremessadora. "Aprendi a ser atleta de verdade. A todo momento ele cobra postura e disciplina. Ao mesmo tempo que é rígido, é muito próximo dos atletas. Isso faz toda a diferença", exalta.

A regularidade também tem lhe trazido segurança. E Geisa mostra firmeza: "Eu estou pronta para ser novamente uma mulher que arremessa acima dos 18 metros. Quero mostrar que no Brasil também existe arremessadora."

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