Nelson Almeida|AFP
Nelson Almeida|AFP

Ginastas encaram seletiva olímpica como 'Big Brother'

Última avaliação interna está prevista para 18 de junho

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2016 | 11h01

Até o Mundial de Glasgow, em outubro de 2015, os ginastas brasileiros tinham apenas um objetivo: classificar a equipe para os Jogos Olímpicos do Rio. Com a primeira meta alcançada, agora os 12 atletas disputam entre si as cinco vagas da seleção masculina. Uma já foi preenchida por Arthur Zanetti, atual campeão olímpico das argolas. A briga pelas outras quatro é comparada a um reality show pelos ginastas.

"Ano passado era uma equipe bem fechada e agora é a disputa pela vaga olímpica, é o Big Brother da ginástica. A gente brinca quem é o líder da semana. No dia 18 (de junho), vamos saber quem vai para o paredão", conta Arthur Nory Mariano.

Nesta data, está prevista a última seletiva olímpica. Em seguida, Zanetti, Nory e Sérgio Sasaki representam o Brasil na etapa de Anadia da Copa do Mundo, em Portugal, de 23 a 26 de junho. De acordo com Renato Araújo, treinador-chefe da seleção brasileira masculina de ginástica artística, os outros três atletas que vão aos Jogos do Rio, incluindo o reserva, permanecerão treinando no Brasil. O técnico reconhece que já tem 60% da composição da equipe.

"Sasaki tem chance muito grande. Os outros a gente ainda não pode falar, é até desrespeito com os atletas que estão tentando a vaga", afirma Renato. Coordenador da ginástica artística masculina da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Leonardo Finco também destaca a evolução de Sasaki - finalista do individual geral nos Jogos de Londres - e diz que agora é preciso manter o foco. "Sasaki tem dois objetivos: melhorar o salto, aparelho que tem bastante potencial, e voltar a ter um individual bastante forte para a equipe."

Apesar da insatisfação com desempenho de Nory na etapa de São Paulo da Copa do Mundo, Leonardo reconhece que o generalista está "em um bom caminho" para integrar a seleção brasileira na Olimpíada. "O Nory vem em um processo de treinamento forte, tem poucas coisas para corrigir. Será um ginasta bastante importante para a gente nos Jogos."

Mesmo com a tensão durante as avaliações, os ginastas e a comissão técnica garantem que a rivalidade não está deixando o clima pesado. "Não está interferindo, está todo mundo junto, não tem ninguém se isolando", conta Nory. E o ginasta vê a disputa com Sasaki de forma positiva. "A gente sempre se ajuda, pego muita experiência com ele. Foi meu espelho quando era menor. Vivemos isso juntos. É uma coisa de mão dupla, a gente cresce junto."

Caso os nomes dos ginastas sejam confirmados, sobram duas vagas para a equipe olímpica e uma para reserva. Os mais cotados para ocupá-las são Diego Hypolito, Francisco Barretto e Caio Souza. Já Lucas Bitencourt, Petrix Barbosa, Péricles Silva, Fellipe Arakawa, Henrique Flores e Ângelo Assumpção correm por fora na disputa.

 

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