CBG
CBG

Ginástica do Brasil vai atrás de vaga olímpica no Mundial de Glasgow

Times masculino e feminino passaram últimos dias treinando

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2015 | 12h39

As seleções brasileiras masculina e feminina de ginástica artística começam a disputa do Mundial de Glasgow, nesta sexta-feira, em busca de duas conquistas que talvez nem representem pódio, mas que para elas é tão importante quanto uma medalha: as vagas por equipes nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Os dois grupos passaram os últimos dez dias treinando na Europa e, além da confiança, demonstram sintonia também no discurso: o importante é não adiar a classificação olímpica. 

Mesmo sendo país-sede da próxima Olimpíada, o Brasil só tem assegurada uma vaga no individual masculino e outra no feminino. Para classificar a equipe para o Rio-2016, a seleção precisa terminar entre os oito primeiros no Mundial que será disputado na Escócia até o próximo dia 1.º. Se não conseguir, terá de ao menos terminar entre os 16 mais bem colocados para ter uma última chance no evento-teste de abril do próximo ano.

Apesar dos discursos semelhantes, as perspectivas são distintas. Entre os homens, é grande a expectativa para que o Brasil se classifique para os Jogos pela primeira vez na história já com uma das vagas do Mundial. "A gente trabalhou o ano todo para chegar este momento", resumiu o ginasta Arthur Zanetti.

Campeão olímpico nas argolas em 2012, Zanetti terá de se superar nos demais aparelhos. "Nas argolas estou tranquilo, mas, como estamos precisando da classificação por equipes, nas provas de solo e salto dá um friozinho na barriga, porque não são minhas especialidades", ponderou. Além dele, a seleção é formanda por Arthur Nory Mariano, Caio Souza, Francisco Barretto Júnior, Lucas Bitencourt, Péricles da Silva e Diego Hypolito, que será o reserva.

No feminino, mesmo com a confiança demonstrada pelas atletas, o caminho para os Jogos do Rio promete ser mais difícil. Isso porque, nos últimos meses, a seleção perdeu as ginastas Rebeca Andrade - apontada como grande promessa da modalidade - e Julie Kim Simon, ambas por lesão.

"A gente tinha tudo para estar na final, mas algumas frustrações aconteceram. Quando a gente perdeu a Rebeca foi um baque muito grande, que mexeu com a equipe. O mesmo aconteceu depois, com a Julie, porque as meninas estão muito focadas", comentou Georgette Vidor, coordenadora da seleção feminina.

Apesar disso, ela diz que "não é impossível" a classificação já neste Mundial. "A Jade (Barbosa) começou a crescer, ganhou a prova de trave na Croácia com uma prova muito boa. E a Thauany (Araújo), que era nossa nona menina, fez a dupla pirueta no salto e deu uma chance de ter uma prova muito forte."

A seleção feminina que está em Glasgow é composta por Daniele Hypolito, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Letícia Costa, Lorenna Rocha, Lorrane Oliveira e Thauany Araújo. Entre elas, Flávia, Lorenna, Lorrane e Thauany disputarão o Mundial pela primeira vez.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.