Bryan Snyder/Reuters
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Golfistas brasileiros têm que deixar País para crescer na carreira

Diretor técnico da CBG fala sobre falta de oportunidades no Brasil

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2016 | 17h00

O golfe volta aos Jogos Olímpicos em 2016 após mais de um século distante da competição. Entretanto, a modernidade que hoje predomina do esporte ainda engatinha no Brasil. Mesmo com os recentes investimentos feitos pelo Ministério do Esporte (que no final de 2015 cedeu R$ 3,1 milhão para a Confederação Brasileira de Golfe), jovens golfistas ainda tem enormes dificuldades. A solução, por enquanto, ainda é para poucos: deixar o Brasil e competir no exterior.

Pelo menos é essa a conclusão que Nico Barcellos, diretor técnico da CBG. Junto com a entidade, têm trabalhado para o desenvolvimento da modalidade em terras brasileiras, mas reconhece que não é fácil ser um golfista por aqui. "Acho que temos muito talento no Brasil, mas hoje em dia para conseguir excelentes jogadores você precisa sair do País", afirma. Ele explica que, ao chegar em um determinado ponto da carreira e não conseguir patrocinadores, muitos atletas acabam ou desistindo ou dando aulas.

"Temos por exemplo o Herik Machado (atual líder do ranking masculino amador da CBG), que é uma pessoa humilde, que veio de um projeto social, mas chega uma hora que ele precisa de um patrocinador. E se ele não conseguir vai ser um talento que vamos perder", diz Barcellos.

Além do maior incentivo ao esporte, em especial nos Estados Unidos, outro ponto positivo para deixar o Brasil é o nível da competição. Foi o que aconteceu com Adilson da Silva, golfista brasileiro que mora na África do Sul desde 1991. Lá, teve a oportunidade de aprender com Tim Price, irmão do Nick Price (ex-número um do mundo).

"Eu já estou fora do Brasil por um tempo grande, tive muita sorte e até agora aprendi muitas coisas no golfe. Tudo isto me ajudou a jogar melhor e fazer pontos pro ranking", explica Adilson, brasileiro melhor colocado no ranking mundial.

"Uma das metas nossas é colocar vários juvenis com bolsa de estudos no exterior para desenvolver melhor o golfe. Infelizmente não temos bolsa universitário no Brasil e nas competições amadoras aqui o nível não é tão alto", diz Barcellos.

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