Governo chinês proíbe anúncios 'obscenos' durante Jogos

Autoridades temem que propagandas como as de tabaco e de bebidas possam 'manchar' as Olimpíadas

EFE

23 de julho de 2008 | 13h51

O Governo chinês não permitirá durante os Jogos Olímpicos anúncios publicitários com conteúdo "obsceno, sexual ou supersticioso" que possam prejudicar a imagem da China, alertou nesta quarta-feira em comunicado oficial. Em vez da publicidade de tabaco ou produtos que garantam melhorar o desempenho sexual, as companhias deverão promover os principais lemas olímpicos, como "Olimpíadas verdes" e "Olimpíadas cultas", diz o comunicado, que lembrou que caso contrário, os infratores "serão punidos conforme a lei". As autoridades pediram à imprensa que preste especial atenção aos anúncios de conteúdo religioso, relativos ao terremoto de Sichuan e que abordem temas delicados como "a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional" da China. O texto, emitido por seis departamentos governamentais, entre eles o de Propaganda, afirmou que "o mercado publicitário olímpico tem relação direta com a imagem nacional chinesa". Há meses, a China lançou várias campanhas destinadas a controlar as empresas de publicidade e limpar os meios de comunicação, principalmente portais de internet, do que o regime classifica de "publicidade ilegal". Entre os principais atingidos pelas medidas estão produtos e bebidas relacionados a remédios sexuais e tratamentos de doenças venéreas, em um movimento destinado a melhorar a imagem internacional dos medicamentos chineses e que agora visa promover "os melhores Jogos da história".  

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