Governo confirma que Brown não irá à abertura da Olimpíada

Primeiro-ministro britânico só vai a Pequim para a cerimônia de encerramento, por causa dos Jogos de 2012

EFE

09 de abril de 2008 | 19h06

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, não assistirá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 8 de agosto, segundo fontes de Downing Street. Brown só participará à cerimônia de encerramento, na qual Londres receberá oficialmente o status de sede dos Jogos de 2012. Veja também: Protestos mudam rota da tocha olímpica em São Francisco Tocha: polícia e manifestantes em conflito em São Francisco Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoA secretária de Estado britânica para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, Tessa Jowell, representará o Reino Unido na abertura. A informação é da rede pública britânica "BBC". Uma porta-voz da residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, citada pela agência local de notícias "PA", afirmou que a intenção de Brown sempre foi assistir apenas à cerimônia de encerramento dos Jogos, e que a ausência na abertura não representa um boicote. "Nossas razões para não ir são exatamente as mesmas de sempre. Continuamos achando que é o apropriado. Não há uma mudança em nossa posição", assegurou. A decisão do primeiro-ministro do Reino Unido de não comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos ocorre depois de 37 pessoas serem detidas por participação em incidentes durante a passagem da tocha por Londres, no domingo. Desde o início de sua viagem pelo mundo, a tocha tem sido alvo de muitas manifestações contra o regime chinês e sua política com o Tibete, vítima de uma repressão dura nas últimas semanas. A chama olímpica está em São Francisco, nos Estados Unidos, onde já teve seu trajeto alterado por questões de segurança. Lá também ocorreram manifestações. Num encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em março, o primeiro-ministro do Reino Unido assegurou que o país não boicotaria os Jogos Olímpicos ou as cerimônias, mas não disse se ele seria o encarregado de representar seu país. Já Sarkozy deixou em aberto a possibilidade de boicotar a cerimônia de abertura, alegando que só se decidiria em função da evolução no Tibete. Sarkozy lembrou que ele também será presidente rotativo da União Européia (UE) na época da abertura dos Jogos, e por isso tratará do assunto com os demais membros do bloco antes de tomar uma decisão. O Parlamento Europeu votará amanhã uma resolução que pede aos líderes da UE que façam um boicote conjunto da cerimônia de abertura dos Jogos se as autoridades chinesas não mostrarem disposição para dialogar em busca de uma solução ao conflito do Tibete.  

Tudo o que sabemos sobre:
Pequim 2008tocha olímpica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.