Governo japonês já admite que obras do Estádio Olímpico começarão só em 2017

O governo do Japão revelou nesta segunda-feira que trabalha com um cronograma de iniciar apenas nos primeiros meses de 2017 a construção do Estádio Olímpico, que vai receber as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos de 2020, em Tóquio. O antigo Estádio Olímpico da cidade foi demolido em abril de 2015 para dar lugar à nova arena.

Estadão Conteúdo

16 de novembro de 2015 | 17h06

"Se tudo der certo, as obras vão começar por volta do início do ano depois deste. Estamos um pouco atrasados na comparação com o plano original", disse Takakuni Ikeda, membro do Conselho de Esportes do Japão, responsável pela obra, em entrevista à agência de notícias japonesa Kyodo News.

O planejamento era que o estádio fosse utilizado já na Copa do Mundo de Rúgbi de 2019, recebendo inclusive a final da competição. Mas a ideia já foi descartada e a decisão será em Yokohama. A tendência é que o estádio só fique pronto em janeiro de 2020, com uma pequena margem de tempo para realizar os testes necessários antes dos Jogos.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou em julho a desistência de seguir com o projeto da arquiteta iraquiana-britânica Zaha Hadid por ele ser demasiadamente caro, atendendo aos protestos contra os altos custos previstos.

O governo começou a aceitar novas propostas para o novo Estádio Nacional com um custo máximo de 155 bilhões de ienes (US$ 2 bilhões). O primeiro projeto de Zaha Hadid tinha um custo estimado de 250 bilhões de ienes. Até o fim do ano deve ser anunciado o escritório vencedor para tocar o projeto. Só depois disso será aberto processo para decidir os responsáveis pela obra.

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